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Peixinhos

Poncho K

Pescaítos

Se ha consumido el reloj
Me he comido otra porción
El nuevo día despierta
Como un ding dong en mi puerta
Que sabe a agua después de café
Sabe a caricias después de la riña niña

Siéntate a la altura de mi brazos para que mezca despacio tu cuerpo de artesania
Y duérmete, bajo el paño tembloroso de los bancos silenciosos de este tren de cercanías
Lleva a la ardea y quizá no me importe mascar desenfreno, vorverme un idiota, romper el encanto, tocarme la cola
Lleva a la aldea y quizá te moleste que rompa el silencio de los pueblos rotos, de calles estrechas, bares en penumbra

Yo estoy cultivando amores bajo el frío de los aromas
Y de los colores vivos donde se bifurcan vagas las lagunas de mi necesidad
Yo estoy cultivando amores en los tiestos remolones que pudren nuestra semilla pa' recoger maravillas
Que darán paso al orgullo que se aplaca y pide más

Si no le doy de comer pescaítos de mi gente
Si no le doy de comer taperwares de sonrisa
Si no le doy de comer panes con piel de gallina
Si no le doy de comer pescaítos de mi amparo y de mi genteee

Siéntate a la altura de mi brazos para que mezca despacio tu cuerpo de artesanía
Y duérmete, bajo el paño tembloroso de los bancos silenciosos de este tren de cercanías

Si no le doy de comer pescaítos de mi gente
Si no le doy de comer taperwares de sonrisa
Si no le doy de comer panes con piel de gallina
Si no le doy de comer pescaítos de mi amparo y de mi genteee

Siéntate a la altura de mi brazos para que mezca despacio tu cuerpo de artesanía
Y duérmete, bajo el paño tembloroso de los bancos silenciosos de este tren de cercanías

Peixinhos

O tempo acabou
Eu comi outra porção
O novo dia desperta
Como um ding dong na minha porta
Isso tem gosto de água depois do café
Tem gosto de carícias depois de uma briga, menina

Sente-se na altura dos meus braços para que eu possa balançar lentamente seu corpo feito à mão
E adormecer, sob o tecido trêmulo dos bancos silenciosos deste trem de passageiros
Pegue a ardea e talvez eu não me importe em mastigar a selvageria, me tornar um idiota, quebrar o feitiço, tocar meu rabo
Leva-te até à aldeia e podes ficar incomodado por quebrar o silêncio das aldeias destruídas, das ruas estreitas, dos bares escuros

Cultivo o amor sob o frio dos aromas
E das cores vivas onde se ramificam as vagas lagoas da minha necessidade
Estou cultivando o amor nos potes preguiçosos que apodrecem nossas sementes para colher maravilhas
Isso dará lugar ao orgulho que se apazigua e pede mais

Se eu não o alimentar com os peixinhos do meu povo
Se eu não alimentá-lo com Tupperware, sorria
Se eu não lhe der pão com arrepios
Se eu não o alimentar com peixinhos do meu abrigo e do meu povo

Sente-se na altura dos meus braços para que eu possa balançar lentamente seu corpo trabalhado
E adormecer, sob o tecido trêmulo dos bancos silenciosos deste trem de passageiros

Se eu não o alimentar com os peixinhos do meu povo
Se eu não alimentá-lo com Tupperware, sorria
Se eu não lhe der pão com arrepios
Se eu não o alimentar com peixinhos do meu abrigo e do meu povo

Sente-se na altura dos meus braços para que eu possa balançar lentamente seu corpo trabalhado
E adormecer, sob o tecido trêmulo dos bancos silenciosos deste trem de passageiros

Composição: Poncho-K