Quemar Los Poetas
Se cree la vida que soy de hierro
y me vuelve loco
¡toca mi escroto!
y soy de carne y hueso
porque yo sepa
nunca he gritado a los cuatro vientos
que con mis brazos se hacen los barcos
ni con mis piernas los aeropuertos
mas con mis lágrimas se hacen los charcos
y con mis carnes los cementerios
Voy a quemar los poemas
que son solo cuentos
y un mundo ficticio rascado de inventos.
Voy a escupir la bandera
pasada de tiempo
que es solo un negocio que enfrenta a los pueblos.
Y eso que grito desde una ventana podrida
que habita en el antro que guarda mi alma
y que ya saben todos que soy el que roba
la luna de noche por ver como brilla
y que duerme en mi cama desnuda
saciando de llantos mi almohada
me cuelga en el cielo
y me armo de espanto
y el traje de esparto
le escupo un te quiero.
Voy a quemar los poemas
que son solo cuentos
y un mundo ficticio rascado de inventos.
Voy a escupir la bandera
pasada de tiempo
que es solo un negocio que enfrenta a los pueblos...
Queimar os Poetas
A vida acha que sou de ferro
E me deixa maluco
Toca no meu saco!
E sou de carne e osso
Porque eu saiba
Nunca gritei aos quatro ventos
Que com meus braços se fazem os barcos
Nem com minhas pernas os aeroportos
Mas com minhas lágrimas se fazem os charcos
E com minha carne os cemitérios
Vou queimar os poemas
Que são só histórias
E um mundo fictício cheio de invenções.
Vou cuspir na bandeira
Que já passou do tempo
Que é só um negócio que enfrenta os povos.
E isso que grito de uma janela podre
Que fica no buraco que guarda minha alma
E que já sabem todos que sou eu quem rouba
A lua à noite pra ver como brilha
E que dorme na minha cama pelada
Saciando de choros meu travesseiro
Me pendura no céu
E me armo de medo
E o traje de esparto
Eu cuspo um "te amo".
Vou queimar os poemas
Que são só histórias
E um mundo fictício cheio de invenções.
Vou cuspir na bandeira
Que já passou do tempo
Que é só um negócio que enfrenta os povos...