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Aqui Onde Eu Moro

PP Ribeirinho

Letra

    Logo vieram eles
    Passando na minha rua
    Tirando a paciência
    De moradores e da Lua

    Fico me perguntando
    Se só sou eu
    Persistindo no ódio
    Desses filhos da pu-

    Nunca vi isso
    Em nenhum lugar
    O som altasso
    Parado na frente do bar

    Havia umas quatro no carro
    Na madruga de quinta
    Alguém jogo algo, corro
    Pra ver a briga

    Rápido, formaram muvuco
    Gritando, foram recebidas
    Depois lógico
    Vira que foram elas as atingidas

    Agora fico só imaginando
    A situação delas
    Por causa daquele rádio
    Saíram com carro arranhado

    Percebi agora, o que aconteceu
    E vocês nem imagina
    Por causa da música alta
    E uma garrafa de água

    No outro lado, ouço gritos
    Voz bem aguda
    Falando assim
    Desliga isso agora, sua vagabunda

    Seguinte ouço outra
    Essa bem grossa
    Pô viram o que fizeram
    Além disso, sou trabalhadora

    Berraram, ameaçaram
    Gritaram e vazaram
    Também rolo nos minutos finais
    A música dos racionais (vamo acorda, vamo acorda)

    Neste momento, fico com vergonha
    Dessa cidade
    Parece que não mudaram um pouquinho
    Parece que viveram isso uma eternidade

    Mas vamo, bola em jogo
    Não fiz isso
    Não posso muda nada
    Não vou fazer nada

    Aqui onde eu moro
    Todo mundo é decente
    Todo mundo passa pano
    Todos são crentes

    Aqui onde eu moro
    Pobres, seres teligentes
    Dizem que os devo
    Mas não sou presidente

    No meio da noite
    Me deparo com uma cena
    Em um debate
    Um xingar a tona

    Uns dos mais odiados
    Chega e fala
    Cheio de intimidade
    Pra de que, pra de pino?!

    Se visse, riria
    Mas eu agora choraria
    Mostrando um refluxo
    Visto como luxo

    Outro dia, outro filme
    Vivo na jumanji
    Vejo no chão
    Um sendo um elefante

    Em outro episódio
    Olho no ao vivo
    Adultos manipulando juvenil
    Jovens se estragando, vivo

    Meninas grávidas
    No ciclo dos 15 (quinze)
    Passando como se fosse nada
    Não percebeu, fora jogada

    Nas escolas?
    Nem se fala
    Alunos, vagabundo
    Professores fumando tudo

    Na hora da morte
    Chego até pensas
    Se na mortes, não mudas
    Quem os mudarás?

    Sei nem, por quê?
    Penso nisso toda hora
    Continuarei ligar pra quê
    Para se estressar

    Tó só de passagem
    Vim pra complicar
    Mendigos e leprosos
    Vivem neste lugar

    Aqui onde eu moro
    Todo mundo é decente
    Todo mundo passa pano
    Todos são crentes

    Aqui onde eu moro
    Pobres, seres teligentes
    Dizem que os devo
    Mas não sou presidente


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