La Paciencia Pobrecita
Me dan ganas de llorar
La paciencia, pobrecita
Que echó al mundo tanto abrigo
Allá por las anilinas
Hebra por hebra
Día tras día
Estirando en el telar
Secretos de abuela india
La América de memoria
El mujerío eterniza
Nudo por nudo
Día tras día
Tápenme, cuando me muera
Con una manta tejida
Por mis paisanas
No se acaben todavía
Angelitas de las guardas
Ay! Madres mías
Ay! Madres mías
Como no reverenciar
Prendas con dolor habidas
Perdón les quiero pedir
Porque me las echo encima
Hilo por hilo
Día tras día
Perdón por pagar tan mal
Y por aquellos que digan
Que pobre mujer no sabe
Obrar con sabiduría
Nudo por nudo, día tras día
Tápenme, cuando me muera
Con una manta tejida
Por mis paisanas
No se acaben todavía
Angelitas de las guardas
Ay! Madres mías
Ay! Madres mías
Pouca paciência
Me dá vontade de chorar
Paciência, coitada
Isso jogou tanto mundo para o abrigo
Lá para as anilinas
Strand por strand
Dia após dia
Alongamento no tear
Segredos da avó indiana
América de cor
O mulherengo eterniza
Nó por nó
Dia após dia
Cubra-me quando eu morrer
Com um cobertor de malha
Para minhas mulheres do campo
Ainda não acabou
Anjos da guarda
Ai! Minhas mães
Ai! Minhas mães
Como não reverenciar
Vestuário doloroso
Desculpe, eu quero te perguntar
Porque eu os jogo em mim
Linha por linha
Dia após dia
Desculpe por pagar tão mal
E para quem diz
O que uma pobre mulher não sabe
Aja com sabedoria
Nó por nó, dia após dia
Cubra-me quando eu morrer
Com um cobertor de malha
Para minhas mulheres do campo
Ainda não acabou
Anjos da guarda
Ai! Minhas mães
Ai! Minhas mães