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ẸJẸ (part. Transtorno)

Preto Tipuá

Letra

    O homem na estrada nem sempre é racional
    Vai depender do horário, se é boy ou policial
    Nem vou falar disso, vou falar de outro assunto
    Vocês curtem as tristezas que puxo do meu profundo

    E eu disse que a revolta sempre foi meu maior forte
    Mas nem sou tão revoltado, nunca tentei carro forte
    Não tenho essa sorte e nem bélico porte
    Tenho metas pequenas, nem penso em ter um Porsh

    Tô de rolê com Hildjaime de Honda
    Foi mal seus cu, o negão tira onda
    Veste umas marcas que eu nem me ligo
    Nas anta: Zuado! Hoje ele é bonito

    São coisas como essa que fazem valer ditado
    O que excede existe, no minímo são dois lados
    Só saca que pro preto, nem precisa ser ricasso
    O máximo do nada já deixa ele ser visado

    E é multilateral esse foco negativo
    O jeito que eles te olham e riem é decisivo
    Talvez seja por isso o meu jeito incisivo
    De tanto sermos o alvo: Meu desvio é intuitivo

    Tipo vilão de filme atacado pelas costas
    Que sorrir ao desviar por ter vencido a aposta
    Que fizeste com si mesmo, fichas em desconfiar
    Nos que dizem ser héroi com a maldade no olhar

    Nessa nem vou gargalhar, nunca tive esse dom
    Meu eu-lírico é sério e isso que sou no som
    Minha soul tem lado bom, invisível em ultrassom
    Quem conhece sente e enxerga meu brilho naipe neon

    Encandeia quem enxerga pela ótica cristã
    Meu trabalho é mais antigo que ancestral da Ku Klux Klan
    Passado por puro Ẹjẹ que círcula entre meu clã
    Diop, Moore, Garvey, Abibi são meu eu do amanhã

    Foda-se o jogo, vou passar visão
    De vida pra quem vive com foco. Missão
    Me siga pra vermos a melhor direção
    De sermos um kilombo idependente, irmão

    E na Quilombo Louco Beats que eu eterno essa track
    Afronto ideias retas, pra circular, faço rap
    Tipo Gira de Umbanda ou Ṣiré de Candomblé
    Com danças, toques e rimas que contam história de Fé

    E eu não sou tão louco, louco é quem se mete
    A entortar ideias e manchar o nome do rap
    Tipo vim com bandão, levar tapa e pontapé
    Oito compassos de merda, um refrão e grita: Fé

    Fé nos Erê e nas preta que faz
    Mulherismo afrikana que traz
    Bem mais valores que seu feminismo
    Que se eu falar branco vai ser eufemismo

    Vão gritar: Machismo! Eu digo: Estude!
    Essa frase é sua com minha atitute
    Mais que eufemismo, vai ser redundante
    Tipo preto duro, não ser uma estante

    Só se tiver trauma, filme repetido
    Tristes são aqueles que são esquecidos
    Que vão se expelir em várias direções
    Nutrindo tristeza, remorço e caixões

    (Nutrindo tristeza, remorso e caixões)

    E eu não falei colchões, então sem conforto
    Tipo Erick Som, eu sigo homem torto
    Ferido, ferino, fudido e mal pago
    Que rir quando fere quem causa estrago

    (Foda-se)

    Foda-se o jogo, vou passar visão
    De vida pra quem vive com foco. Missão
    Me siga pra vermos a melhor direção
    De sermos um kilombo idependente, irmão

    Composição: João Victor Barbosa de Macedo. Essa informação está errada? Nos avise.

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