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Yuka Bazuca

Produto Nacional

Letra

    [É o seguinte cara:
    Esse país é um país continental
    E você viajar pelo Brasil
    É viajar por várias nações diferentes
    Mas existe uma coisa invisível,
    Que é ser brasileiro,
    Que dá maior orgulho à gente
    A gente é uma banda multirracial
    Cantando uma coisa que a gente vive no Rio de Janeiro
    Mas que é a caricatura do Brasil todo
    E a gente tem que tar unido
    Em evitar certos problemas
    Porque a gente não pode entender
    Que o nosso lugar só é que tá a salvo
    A gente tem que entender
    Que a sociedade precisa tar a salvo
    Quando a gente canta o problema do negro,
    Quando a gente canta o problema do nordestino, do favelado
    A gente continua cantando isso
    Porque esses problemas não é só de quem tá lá
    É um problema da sociedade brasileira
    E enquanto a gente não se envolver, a gente não muda isso
    O importante é você tirar a sua bundinha do sofá, ir lá,
    E fazer uma atitude não-governamental
    Ou seja, uma atitude sem esperar nada
    De filho-da-puta nenhum do governo
    Tá na nossa mão fazer isso
    A polícia proibiu um show aqui, uns dois anos atrás, pra menores
    Porque a gente tinha um texto muito "abusado"
    A gente tinha um texto muito "pesado" pra adolescente ouvir
    Que porra é essa?
    O adolescente pode ouvir
    Que a banda podre da polícia é que mantém o narcotráfico
    O adolescente pode ouvir uma porrada de coisa...
    Perigoso pra eles é a liberdade
    E isso a gente tá exercendo aqui
    A sociedade pode pagar pra ter uma polícia corrupta?
    Pra ter esses filhos da puta
    Que muitas vezes dão tapa na cara de vocês
    Por causa de um baseado
    A gente não precisa deles
    A gente paga pra ter segurança
    E não truculência]

    A indústria vende um corpo de mulher como solução
    Cigarro como alívio da pressão
    Televisão para levar a informação
    De como deve pensar o povão
    Parece brincadeira de primeiro de abril
    Quando você menos espera, já era, caiu
    Extra, extra, extra, lá vem a notícia
    Cheia de histórias sobre os bandidos e a polícia
    Às vezes mãos se dão
    Às vezes tiroteios se matam

    Não posso parar, tenho que me mexer
    Se não correr atrás não tenho o que comer
    Minha casa não é minha, eu pago aluguel
    Quando consigo bancar levanto as mãos pro céu

    Moro na periferia
    E não estou aqui fazendo pose,
    Pose pra fotografia
    Quero os meus direitos de cidadão
    Então eu peço a vocês,
    Donos do mundo, uma solução

    Não posso parar, tenho que me mexer
    Se não fizer por mim ninguém mais vai fazer
    Outras portas, outros espaços
    Fazer do mundo estrada dos meus passos

    500 anos e os negros continuam nesta merda de situação
    Os índios, donos de tudo,
    Empurrados para o abismo muito perto da dizimação
    Talvez sejam lembrados em algum branco livro de história...
    Que vai dizer "foi necessário, foi melhor assim"
    Ainda bem que já não podem mais negar Zumbi
    Ainda bem que já não podem mais negar...

    Não posso parar, tenho que me mexer
    Como o Marcelo Yuka, ir da canção ao ato
    Com o poder de uma bazuca encarar o fato
    E disparar contra os muros da hipocrisia
    Porque a luta não tem hora, é agora, ela é todo dia

    (Parece brincadeira de primeiro de abril
    Quando você menos espera, já era, caiu)

    Tudo pode acontecer a qualquer momento
    Então é bom ficar ligado em todo movimento
    Quem vai, quem vem,
    Quem tá atrás, quem tem
    Estar sempre consciente do seu papel
    Marcou, ficou de bobeira, foi pro beleléu
    Tudo que acontece à Terra
    Acontecerá aos filhos da Terra

    Não posso parar, tenho que me mexer
    Se não fizer por mim ninguém mais vai fazer
    Outras portas, outros espaços
    Fazer do mundo estrada dos meus passos

    500 anos e os negros continuam nesta merda de situação
    Os índios, donos de tudo,
    Empurrados para o abismo muito perto da dizimação
    Talvez sejam lembrados em algum branco livro de história...
    Que vai dizer "foi necessário, foi melhor assim"
    Ainda bem que já não podem mais negar Zumbi
    Ainda bem que já não podem mais negar...

    Não posso parar, tenho que me mexer
    Como o Marcelo Yuka, ir da canção ao ato
    Com o poder de uma bazuca encarar o fato
    E disparar contra os muros da hipocrisia
    Porque a luta não tem hora, é agora, ela é todo dia

    (Parece brincadeira de primeiro de abril
    Quando você menos espera, já era, caiu)

    [Vamos mostrar pra elite
    Que rebeldia pra gente
    Não é só fumar um baseado
    Ou foder gostoso
    A gente pode se reunir assim pra se divertir
    E se reunir assim também pra tirar eles daqui
    É isso que a gente vai fazer]

    No papel a lei diz que não pode
    Mas a lei é quem descumpre mais
    Quem pode, pode
    Quem não pode, se sacode
    E no meio disso tudo
    O povo sempre se fode

    No papel a lei diz que não pode
    Mas a lei é quem descumpre mais
    Quem pode, pode
    Quem não pode, se sacode
    E no meio disso tudo
    O povo sempre se fode...


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