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A Loteria do Estado

Propagandhi

The State-Lottery

Now the real prospects for authentic democracy depend on something else.
They depend on how the people in the rich and priveliged societies learn some other lessons.
For example the lessons that are being taught right now like the Mayans in Chiapas, Mexico.
They are among the most impoverished and oppressed sectors in the continent.
But unlike us they retain a vibrant tradition of liberty and democracy.
A tradition that we've allowed to slip out of our hands or has been stolen from us.
And unless people here in the rich and privileged society,
unless they can recapture and revitalize that tradition,
the prospects for democracy are indeed dim.
Does it seem strange to you?
The confetti. The balloons.
The mile-wide grins and the victory dance to welcome in the heir to a state of (utter and complete) disrepair?
Because it sure seems strange to me: they're acting like they won the fucking lottery!
I mean, shouldn't they feel terror at the task that lies ahead:
to feed and house the people that this system's left for dead.
And could I have hit the nail much harder on the head?
It's profits before lives.
They are motivated by greed.
First they taught us to depend on their nation-states to mend our tired minds,
our broken bones, our bleeding limbs.
But now they've sold off all the splints and contracted out the tourniquets and if we jump through hoops then we might just survive.
Is this what we deserve?
To scrub the palace floors?
To fight amongst ourselves?
As we scramble for the crumbs they spit out,
frothing at the mouth about the scapegoats that they've chosen for us.
With every racist pointed finger I can hear the goose-steps getting closer.
They no longer represent us so is it not our obligation to confront this tyranny?

A Loteria do Estado

Agora as verdadeiras perspectivas para uma democracia autêntica dependem de outra coisa.
Elas dependem de como as pessoas nas sociedades ricas e privilegiadas aprendem algumas outras lições.
Por exemplo, as lições que estão sendo ensinadas agora, como os maias em Chiapas, México.
Eles estão entre os setores mais empobrecidos e oprimidos do continente.
Mas, ao contrário de nós, eles mantêm uma tradição vibrante de liberdade e democracia.
Uma tradição que deixamos escorregar de nossas mãos ou que nos foi roubada.
E a menos que as pessoas aqui na sociedade rica e privilegiada,
a menos que consigam recuperar e revitalizar essa tradição,
as perspectivas para a democracia são, de fato, sombrias.
Isso te parece estranho?
O confete. Os balões.
Os sorrisos de um quilômetro de largura e a dança da vitória para dar boas-vindas ao herdeiro de um estado de (total e completa) ruína?
Porque com certeza parece estranho para mim: eles estão agindo como se tivessem ganhado na porra da loteria!
Quero dizer, eles não deveriam sentir terror diante da tarefa que está à frente:
alimentar e abrigar as pessoas que esse sistema deixou para morrer.
E eu poderia ter acertado na mosca?
É lucro antes de vidas.
Eles são motivados pela ganância.
Primeiro, nos ensinaram a depender de seus estados-nação para consertar nossas mentes cansadas,
ossos ossos quebrados, nossos membros sangrando.
Mas agora eles venderam todas as talas e terceirizaram os torniquetes e se pulamos através de arcos, talvez possamos apenas sobreviver.
É isso que merecemos?
Limpar os pisos do palácio?
Lutar entre nós mesmos?
Enquanto nos debatemos pelas migalhas que eles cuspem,
espumando pela boca sobre os bodes expiatórios que escolheram para nós.
Com cada dedo apontado de racista, posso ouvir os passos de ganso se aproximando.
Eles não nos representam mais, então não é nossa obrigação confrontar essa tirania?

Composição: