Annamo Ar Mare
papà papà io vado a fare il bagno
-ok, vai. ma rimani a riva me riccomanno
-papà! papà?
-che c'è?
-c'è uno stronzo in mare
-ah. anche zi panello se sta a fa il bagno?
-ma no, uno stronzo vero! peserà tre etti. e poi c'è pure un panino.. un televisore, na tazza del cesso, un topo morto, na rota de na macchina!
Trovare la merda dei gabbiani cadeva copiosa
Sull'umido pelo dell'acqua e sulla riva melmosa
E tra un panino al salame e naltro al prosciutto
Ma ricordo che in mare c'era proprio de tutto
No stronzo, la rota, le scarpe, la tazza der cesso
Ma ce sta pure er pesce, peccato che è lesso
E la gente s'abbronza, pja er sole pe ore
E dopo du mesi c'hanno tutti il tumore
Annamo al mare
Però l'estrema unzione ricordiamoci di fare
Di questa fogna ripugnante ci dovremmo accontentare
Eppure vent'anni fa non era così
E adesso invece dei calamari ce stanno i (?)
Per ogni metro quadro ce stanno settemila persone
Ragazzini rompicazzo, bagnini froci, e vecchie babbione
Ormai se mettono in toples tutti quanti anche i più (?) troioni
Tette moscie, culi bassi, oddio che schifo, me cascano i cojoni
E se percaso oggi il mare è calmo e sembra più pulito
Arrivano quintali d'alghe marcie e rimani a giocà a carte
Annamo al mare
Però il testamento ricordiamoci di fare
Di questa fogna ripugnante ci dovremmo accontentare
Annamo al mare
Però l'estrema unzione ricordiamoci di fare
Di questa fogna ripugnante ci dovremmo accontentare
Vamos ao Mar
papai, papai, eu vou nadar
-ok, vai. mas fica na beira, me cuida
-papai! papai?
-o que foi?
-tem um idiota no mar
-ah. e o tio Panello também tá nadando?
-não, um idiota de verdade! deve pesar três quilos. e tem até um sanduíche... uma televisão, uma privada, um rato morto, uma roda de carro!
Encontrar a merda dos gaivotas caía em abundância
Sobre o pelo úmido da água e na areia lamacenta
E entre um sanduíche de salame e outro de presunto
Mas eu lembro que no mar tinha de tudo
Não, idiota, a roda, os sapatos, a privada
Mas também tem peixe, pena que tá cozido
E a galera se bronzeia, pega sol por horas
E depois de dois meses todo mundo tá com câncer
Vamos ao mar
Mas não esqueçamos de fazer a extrema unção
Dessa esgoto repugnante, a gente vai ter que se contentar
E ainda assim, vinte anos atrás não era assim
E agora, em vez de lulas, tem os (? )
A cada metro quadrado, tem sete mil pessoas
Garotinhos chatos, salva-vidas viados, e velhas babacas
Agora todo mundo se coloca em topless, até os mais (?) safados
Peitos moles, bundas baixas, meu Deus que nojo, me dá ânsia
E se por acaso hoje o mar tá calmo e parece mais limpo
Chegam toneladas de algas podres e você fica jogando cartas
Vamos ao mar
Mas não esqueçamos de fazer o testamento
Dessa esgoto repugnante, a gente vai ter que se contentar
Vamos ao mar
Mas não esqueçamos de fazer a extrema unção
Dessa esgoto repugnante, a gente vai ter que se contentar