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Terminus - Xtul

Psychic TV

Terminus - Xtul

Quiet and hooded, his eyes stared out, small hands
make patterns on the window. Body shifting on wood,
dog outside the door, flickering memories as trains
maneuver in the old men's eyes. Forever part of a sleep-
ing world, waiting for him to come. Lost dreams of
childhood forgotten like hope. These lives are grey
stones made for cemeteries, this time the victim is
desired, like misery. He stepped down from the train,
dust on road and clothes, across the way a boy was
grinning, hard-on obvious in torn grey trousers
inherited from an earlier victim of the white horse.
Filing past the flowers and signs full of dreams,
light of night filtering where woof tiles slipped,
into that darkness. Each ritual makes demand, a hope-
less coil of expensive death affirming our exeistence.
The direction never changes, never falters. Along
those derelict lines lines to journey's end. Small hands
smear juice on flesh squeezing tight crinkling of
skin against worn eyes. There is no need of light.
Somewhere, in the secret cathedral, small movements,
the whole area covered in sheets of snow, pitted by
huts. He had no expectations, there was no reason,
breathing short as the text on the wall. Whenever the
dog moved, the night trembled, shimmering like water
moved by leaves in a forest. Marks of cold spray in
the dust, as in the future faded by choice. Our appetite
for miracles is not enough. Here, only animals
remain, immaculate, seduced by pain. Ending fear into
specters of welcome. Floor stained with patients. The
moment of least action. He moved like a rat in rubble
toward the sheets of snow, awake and empty, like an
old house, the place where all dreams meet. "He was
grinning before he jumped".
Las night the boy came. Open arms. Black hair.
Strong. Empty pale face. A volunteer. Unsure of why
he came. Seduced by pain. A faded painting. Waiting
for release, he blinked, looked up at the ceiling,
let out a tiny gasp praying for oblivion.
No engines anymoore. The machine engine's stopped. No
ghosts of death playing in the grass. Just simple, as
you would expect. No physical core. No smiles of love
from pitted carriages. Just an empty town. Derelict.
No way to identify. Sound playing across skin like
fingers. Just as ampty as flesh. What do you want?
Nothing in particular. No reason at all. Just a noise
of dreams at the door. Just as before. Did you see
that?
This is the place where all roads meet, the place
where all is the secret. The Place where time stands
still in the comfort of night and love becomes will
in the presence of light. I never want to leave. I
never want to leave. I never want to leave.

Terminus - Xtul

Quieto e encapuzado, seus olhos fitavam lá fora, mãos pequenas
fazendo padrões na janela. Corpo se movendo na madeira,
cachorro do lado de fora, memórias piscando enquanto trens
manobram nos olhos dos velhos. Para sempre parte de um mundo adormecido,
esperando ele chegar. Sonhos perdidos da
infância esquecidos como esperança. Essas vidas são pedras cinzas
feitas para cemitérios, desta vez a vítima é
desejada, como a miséria. Ele desceu do trem,
pó na estrada e nas roupas, do outro lado um garoto estava
sorrindo, ereção óbvia em calças cinzas rasgadas
herdadas de uma vítima anterior do cavalo branco.
Passando pelas flores e placas cheias de sonhos,
luz da noite filtrando onde as telhas escorregavam,
naquela escuridão. Cada ritual faz exigência, uma esperança-
sem saída de morte cara afirmando nossa existência.
A direção nunca muda, nunca vacila. Ao longo
daquelas linhas abandonadas até o fim da jornada. Mãos pequenas
esfregam suco na carne apertando firme, enrugando a
pele contra olhos cansados. Não há necessidade de luz.
Em algum lugar, na catedral secreta, pequenos movimentos,
toda a área coberta por lençóis de neve, marcada por
cabana. Ele não tinha expectativas, não havia razão,
respiração curta como o texto na parede. Sempre que o
dog se movia, a noite tremia, brilhando como água
movida por folhas em uma floresta. Marcas de spray frio na
poeira, como no futuro desbotado pela escolha. Nosso apetite
por milagres não é suficiente. Aqui, apenas animais
permanecem, imaculados, seduzidos pela dor. Transformando medo em
espectros de boas-vindas. Chão manchado com pacientes. O
momento de menor ação. Ele se movia como um rato nos escombros
em direção aos lençóis de neve, acordado e vazio, como uma
casa velha, o lugar onde todos os sonhos se encontram. "Ele estava
sorrindo antes de pular".
Na noite passada o garoto veio. Braços abertos. Cabelo preto.
Forte. Rosto pálido e vazio. Um voluntário. Incerto do porquê
veio. Seduzido pela dor. Uma pintura desbotada. Esperando
por libertação, ele piscou, olhou para o teto,
soltou um pequeno suspiro orando por esquecimento.
Sem motores mais. O motor da máquina parou. Sem
fantasmas da morte brincando na grama. Apenas simples, como
você esperaria. Sem núcleo físico. Sem sorrisos de amor
vindo de carruagens desgastadas. Apenas uma cidade vazia. Abandonada.
Sem jeito de identificar. Som tocando na pele como
dedos. Apenas tão vazio quanto a carne. O que você quer?
Nada em particular. Nenhuma razão. Apenas um barulho
de sonhos na porta. Assim como antes. Você viu
aquilo?
Este é o lugar onde todas as estradas se encontram, o lugar
onde tudo é segredo. O lugar onde o tempo para
na comodidade da noite e o amor se torna vontade
na presença da luz. Eu nunca quero ir embora. Eu
nunca quero ir embora. Eu nunca quero ir embora.

Composição: Alex Fergusson, Genesis P-Orridge, Sleazy Christopherson