On ne sait jamais
Je me suis laissé aller à penser
Mes pensées m'ont laissé aller
Là où l'on ne sait jamais
Le temps a passé
Le nôtre est compté
J'irai recevoir la somme de mes essais
Unis dans le doute
Bercés d'illusions
La déroute redoutée
On ne sait jamais
J'ai besoin de moi
Tu connais mes impasses
Impassible, tu passes les saisons à mes côtés
Mes blessures me rassurent
Je suis humain, par delà les ratures
Mais la raison se lasse
Dans ton doute, je m'abstiens
Nos êtres à avoir s'inscrivent au passé, décomposés, complexés
Les synonymes ne suffisent plus à oublier nos amplitudes anonymes
Mes inspirations expirent
Tes aspirations m'inspirent
En hauteur tu respires
Tout au fond je sais
Redescendus des cimes, on ne sait jamais
Les étiquettes sont collées
La confiance ébranlée
Nos dates sont délavées
Les salives ravalées
Nos façades rénovées
Cependant j'irai, car on ne sait jamais
Nunca se sabe
Deixei a mente vagar
Meus pensamentos me deixaram ir
Pra onde nunca se sabe
O tempo passou
O nosso é contado
Vou receber o peso das minhas tentativas
Unidos na dúvida
Embriagados de ilusões
A derrota temida
Nunca se sabe
Eu preciso de mim
Você conhece meus becos sem saída
Impassível, você passa as estações ao meu lado
Minhas feridas me confortam
Sou humano, além das rasuras
Mas a razão se cansa
Na sua dúvida, eu me abstenho
Nossos seres a se tornarem passado, decompondo, complexando
Os sinônimos já não bastam pra esquecer nossas amplitudes anônimas
Minhas inspirações expiram
Suas aspirações me inspiram
Em altura você respira
Lá no fundo eu sei
Descendo das alturas, nunca se sabe
As etiquetas estão coladas
A confiança abalada
Nossas datas estão desbotadas
As salivações engolidas
Nossas fachadas renovadas
Mas eu irei, pois nunca se sabe