Tradução gerada automaticamente

exibições de letras 2.912

O Vello e o Sapo

Pucho Boedo

Letra

O Velho e o Sapo

O Vello e o Sapo

Da aldeia longínqua suja as telhasDa aldea lonxana fumegan as tellas
Por trás dos petoutos vai pondo o solDetrás dos petoutos vai póndose o sol
Retornam prós campos com a noite as ovelhasRetornan prós eidos coa noite as ovellas
Tiscando nas bordas a grama molTiscando nas beiras o céspede mol
Um velho, arrimado em pau de sanguinisUn vello, arrimado nun pao de sanguiño
O monte atravessa visando ao pinarO monte atravesa de cara ó pinar
Vai cansado; uma pedra encontrou no caminhoVai canso; unha pedra topóu no camiño
E ela sentou pra fôlego tomarE nela sentóuse pra folgos tomar

Suspirou disse ele, ¡Que triste !, o que eu estou triste!-¡Ai! -dixo-, ¡qué triste!, ¡qué triste eu estóu!
I on sapo, que ouvia, repusoI on sapo, que oía, repuso
-¡Cro, Cro!-¡Cro, cro!

¡Às ánemas tocam ... Tal como esta noite¡Ás ánemas tocan!... Tal noite como ésta
Queimóuseme a casa, a mulher morréumeQueimóuseme a casa, morréume a muller
Ardeum a xugada na corte, I a bestaArdéume a xugada na corte, I a besta
Na terra a semente jogou a perderNa terra a semente botóuse a perder
Vendi prós trabucos bacelos e hortasVendín prós trabucos bacelos e hortas
E vou pelo mundo de então a pedirE vou polo mundo de entón a pedir
Mas quando não topo fechadas as portasMais cando non topo pechadas as portas
Os cães sáienme a elas e fazem-me fugirOs cans sáienme a elas e fanme fuxir

Quanto, sapo, canta; você I eu ¡nós dois!-Canta, sapo, canta; tí I eu ¡somos dous!
I o sapo choroso, cantava:I o sapo choroso, cantaba:
-¡Cro, Cro!-¡Cro, cro!

Soliños estamos entre ambos na terraSoliños estamos entrambos na terra
Mas nela um buraco você alcontras I eu nãoMais nela un buraco tí alcontras I eu non
A você não se mordem os ventos da serraA ti non te morden os ventos da serra
I-me as entranhas I os ossos me RonI a min as entranas I os ósos me rón
Você, nascido nas montanhas, nos montes esperaTí, nado nos montes, nos montes esperas
Diariamente cantando, seu termo verDe cote cantando, teu término ver
Eu, nascido entre os homens, dormendo entre as ferasEu, nado entre os homes, dormendo entre as feras
E a morte não machados, se quero morrerE morte non hacho, si quero morrer

Já tocam ... Rezemos, Que dizem que há dios!-Xa tocan... Recemos, ¡que dicen que hai dios!
Ele diz, I o sapo cantavaEl reza, I o sapo cantaba
-¡Cro, Cro!-¡Cro, cro!

A noite fechava, I o raio da luaA noite pechaba, I o raio da lúa
Nas lívido picos Comenza a brilharNas lívidas cumes comenza a brillar
Curisco que tolle no alvorecer rugirCurisco que tolle nos álbores brúa
I emitido ao lexos o lobo oubearI escóitase ó lexos o lobo oubear
O teste do velho com os anos cangadoO probe do vello cos anos cangado
Levantou da pedra I o pau arrecadouErguéuse da pedra I o pau recadóu
Virou para o céu o punho fechadoViróu para os ceos o puño pechado
E para os touzales rosnando marchouE cara ós touzales rosmando marchóu

Com os olhos perdidos no na escura estensionCos ollos perdidos o na escura estensión
O sapo ficou cantando: Cro, Cro!O sapo quedouse cantando: ¡cro, cro!

¡Cro, Cro!¡Cro, cro!


Comentários

Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

0 / 500

Faça parte  dessa comunidade 

Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Pucho Boedo e vá além da letra da música.

Conheça o Letras Academy

Enviar para a central de dúvidas?

Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

Fixe este conteúdo com a aula:

0 / 500

Opções de seleção