La Del Fondo
Si tu pecho siente zamba
Es mi cuero que retumba
No camines por las culpas
Solo suéltanos al alba
Seremos rocío, murmullo de río
Ese que riega el recuerdo
Que no quita lo cantado
No despeina lo bailado
Quien se lleva aquel acuerdo
La copa sedienta, tinto y la pimienta
Andaré y andarás el ayer
Cada vez que llueva
Brindaré y brindarás el amor
Con escoba nueva
No busques las formas
No barren la sombra
Por la costa del olvido
Va queriendo la balanza
Me acompañan mil andanzas
Hoy camino sin abrigo
Al viento mentimos
Que ya no sentimos
Hoy en punto de partida
Dejo al fondo del salado
Mi equipaje bien cargado
Zamba, fuego y esta herida
Mis sueños, los tuyos
Cómo dos coyuyos
Andaré y andarás el ayer
Cada vez que llueva
Brindaré y brindarás el amor
Con escoba nueva
No busques las formas
No barren la sombra
A Do Fundo
Se seu peito sente zamba
É meu couro que retumba
Não ande pelas culpas
Só nos solte ao amanhecer
Seremos orvalho, murmúrio de rio
Esse que rega a lembrança
Que não apaga o que foi cantado
Não desmancha o que foi dançado
Quem leva aquele acordo
A taça sedenta, vinho e a pimenta
Andarei e andarás o ontem
Toda vez que chover
Brindarei e brindarás o amor
Com vassoura nova
Não busque as formas
Não varrem a sombra
Pela costa do esquecimento
Vai pesando a balança
Me acompanham mil aventuras
Hoje caminho sem abrigo
Ao vento mentimos
Que já não sentimos
Hoje em ponto de partida
Deixo no fundo do salgado
Minha bagagem bem pesada
Zamba, fogo e essa ferida
Meus sonhos, os teus
Como dois coyuyos
Andarei e andarás o ontem
Toda vez que chover
Brindarei e brindarás o amor
Com vassoura nova
Não busque as formas
Não varrem a sombra