Астерий
My, okruzhaya rodnik
Vechnym bogam gekatomby gotovili vozle platana
K zolotu chashi prinik
Zhadno vdykhaya pary khmelʹnogo nektara
I devy omoyut bykov, ukrasyat venkami
I k zritelyam na ploshchadyakh poydet bespokoynoye stado
Vdolʹ zalitykh solntsem bregov
Vdolʹ mramornykh khramov
Tuda gde svyatyye vrata kopʹyem pregrazhdayet Pallada
Bronzovyye zhala
Izvergnut voy iz soten glotok chernykh
Techet rekoyu aloy
Krovʹ detey, Asteriyem rozhdennykh
I slyshit ikh otets iz mrachnykh nedr khrama
Ikh khripu vtorit bezumnyy voplʹ yego
Okonchen dolgiy son v kureniyakh fimiama
Ne vlasten mak i Krit·skoye vino
Pod rokot trub
Velikiy krug
Tribun kolenopreklonennykh
Vzyvayet vnovʹ
Uvidetʹ krovʹ
Detey, Asteriyem rozhdennykh
On videl tsarstva rastsvet
Yego ruiny vdolʹ skal u morya
Skvozʹ verenitsu let
Ikh smekh
Ikh plach
Ikh torzhestvo i gore
Yavisʹ skoreye prints! Pokinʹ pokoi mramornykh zalov
Ventsom Gekaty ukrasʹ izgiby svoikh moguchikh rogov
Predstanʹ pred nami prints! Velikoy zhatvy vremya nastalo
Tebe daruyem lyubovʹ tolpy, nektar i myaso bykov
Yavisʹ Asteriy!
Asterius
Meu, cercando a fonte
Para os deuses eternos, Hecate preparou perto do plátano
Para o cálice de ouro, eu me inclino
Saciando-me com o vapor do néctar de lúpulo
E as garotas lavam os touros, adornam com grinaldas
E para os espectadores nas praças vai passar o rebanho inquieto
Ao longo das margens banhadas pelo sol
Ao longo dos templos de mármore
Lá onde os portões sagrados são barrados pela lança de Palas
As trombetas de bronze
Despejam gritos de centenas de bocados negros
Flui como um rio carmesim
O sangue das crianças, nascidas de Asterius
E o pai as ouve das profundezas sombrias do templo
Sua voz ecoa com o grito insano dele
O longo sono nos abrigos de fumaça
Não é dominado pela papoula e pelo vinho cretense
Sob o som da trombeta
O grande círculo
A tribuna dos que se ajoelham
Clama novamente
Ver o sangue
Das crianças, nascidas de Asterius
Ele viu reinos florescerem
Suas ruínas ao longo das falésias do mar
Através da eternidade do tempo
Seu riso
Seu choro
Seu triunfo e sua dor
Apareça logo, príncipe! Deixe os salões de mármore
Com o vento de Hecate, enfeite as curvas de seus poderosos chifres
Apresente-se diante de nós, príncipe! O tempo da grande colheita chegou
Te damos amor da multidão, néctar e carne de touros
Apareça, Asterius!