Над гробом ветхим
Pylayet moy vetkhiy ochag
V ogne rassypayut·sya kogti moroza
Skvozʹ tonkiye steny on rvet·sya
I iney, polzet po rukam
Pustʹ voyet kholodnyy fevralʹ
Ronyaya nad plamenem talyye slezy
Pod svodom lachugi pokoit·sya v vetkhom grobu vesna
Chernoy nochʹyu, lyutoy vʹyugoy
Razʺyarilisʹ sily zimy
Lednikami, kamnem grubym
Obernulisʹ kosti zemli
Oblichennyy Tʹmoyu iz nedr, iz glubin vosstanʹ!
Stanovisʹ vetrom i snegom, voyem dikikh stay
Pospeshi k robkomu svetu, pogasi lunu
Razorvi odr drevesnyy, pogloti vesnu
Poka zvuchat moi slova
Nad grobom vetkhim
Gorit, gorit zhivoy ogonʹ
Sredi zimy
Sogreta matushka Vesna
V yelovykh vetvyakh
Khranit teplo yeye pokoy
Daruya sny
Proydut chasy ilʹ mnogo let
Nad grobom vetkhim
Tesney, tesney okovy lʹda
Sredi zimy
Vzoydet pylayushchiy rassvet
V yelovykh vetvyakh
Prosnet·sya matushka Vesna
A s ney vse my
Sobre o Velho Túmulo
Queima meu velho abrigo
No fogo se espalham garras do frio
Através das finas paredes ele se rasga
E a geada, escorregando pelas mãos
Deixa o frio de fevereiro uivar
Derramando lágrimas derretidas sobre as chamas
Sob o teto da cabana, a primavera descansa no velho túmulo
Na noite escura, com a tempestade feroz
As forças do inverno se enfureceram
Com geleiras, pedras pesadas
As ossadas da terra se reviraram
Ressuscitado por Ti, das profundezas, das entranhas!
Transforma-te em vento e neve, uivando como uma fera
Apressa-te para o mundo sombrio, apaga a lua
Rasga o manto da árvore, engole a primavera
Enquanto minhas palavras soarem
Sobre o velho túmulo
Arde, arde a chama viva
No meio do inverno
A mãe Primavera aquecida
Nos galhos de pinheiro
Guarda o calor de seu descanso
Dando sonhos
Passarão horas ou muitos anos
Sobre o velho túmulo
Mais apertados, mais apertados os grilhões do gelo
No meio do inverno
Surgirá o amanhecer fulgurante
Nos galhos de pinheiro
A mãe Primavera despertará
E com ela todos nós