Семигласие Смерти
Rano umershemu gimny osenney prokhlady
Ekhom v stupenyakh Monashʹyey gory otzovet·sya ikh zvon
Rano umershemu zvezdnogo neba lampady
Prizrachnym svetom oni ozaryayut pokoynogo son
Rano umershego lik serebrom v teni vetkhogo sada
Khochet uyti i vse slushayet shepot listvy i kamney
Yarkoye det·stvo ostalosʹ za kromkoy zheleznoy ogrady
Blednaya starostʹ gryadet verenitsey bezradostnykh dney
V skorbnyy chas chernyy drozd s pesney yavilsya nochnoy
Iz teney dukh yego brennyy voznik predo mnoy
Dusha pela o smerti, zelyonom istlenʹye ploti
I byla ona shelestom lesa, istovym plachem zverya
Dusha pela o smerti, rastayav v purpure solntsa
I s sumerechnykh bashen zvonili siniye kolokola zakata
O, istlevshiy chelovek, ostov iz kholodnykh metallov
Nochʹ i uzhas podvodnykh lesov, ispepelyonnaya yarostʹ zverya
Skvozʹ chernyy les stupaya
Snovidets nizoydet v loshchiny mglu
Ladoni prostiraya vvysʹ
K zvezde svoyey, k yeye teplu
Na gladi vod blistaya
Rekoy bezmolvnoy dvizhim cheln
Za gorizont do kraya, vniz
Plyvet snovidets svetom polon v mertsanii tikhikh voln
Vecher okrasit zolotom son
Mertvogo v kelʹyu vse chashche zovu ot toski
Chtoby pod vyazami v teni raskidistykh kron
Dolgo besedovatʹ s nim u spokoynoy reki
Smerti samoy vopreki!
Semiglossia da Morte
Cedo ao que morreu, a canção do outono ressoa
Ecoa nas escadas da Montanha Monash, seu sino se faz ouvir
Cedo ao que morreu, a lâmpada do céu estrelado
Com uma luz fantasmagórica, iluminam o sono do pacífico
Cedo ao que morreu, o rosto prateado na sombra do velho pomar
Quer se afastar e tudo escuta, o sussurro das folhas e das pedras
A infância brilhante ficou para trás da cerca de ferro
A pálida velhice se aproxima, trazendo dias sem alegria
Na hora da dor, o tordo negro apareceu com sua canção noturna
Das sombras, seu espírito ardente surgiu diante de mim
A alma cantava sobre a morte, em carne verde em decomposição
E ela era o sussurro da floresta, o lamento intenso das feras
A alma cantava sobre a morte, derretendo-se no púrpura do sol
E das torres crepusculares, os sinos azuis do ocaso soavam
Oh, homem que se desfez, um esqueleto de metais frios
A noite e o horror das florestas submersas, a fúria das feras em cinzas
Através da floresta negra, pisando
O sonhador desce na névoa das clareiras
As palmas se estendendo para o alto
Em direção à sua estrela, ao seu calor
Na superfície das águas brilhando
Um barco silencioso navega
Além do horizonte até o fim, para baixo
O sonhador flutua, cheio de luz na dança das ondas tranquilas
A noite pinta de ouro o sonho
Do morto na cela, cada vez mais o chamo de tristeza
Para que sob os olmos, na sombra das copas dispersas
Longamente conversar com ele à beira do rio tranquilo
Da morte, a própria contradição!