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Ginete e Cantor Campeiro

Quarteto Pampa

Letra

    Era uma festa das mais grongueiras da redondeza
    Tinha criolla, penca de potro, truco e fandango
    Eu dei um lustro no corpo véio e nas pobreza
    Pois hace tiempo que não me vajo bailando um tango

    Cheguei e a coisa tava encorpada de tanta gente
    Que tinham ido de auto, moto e carretão
    Lotaram Combi dos cafundós dos arrabaldes
    E eu, de a cavalo já que só tenho esta condução

    Ali, debaixo de uma figueira de sombra grande
    Assado gordo, vinho, guitarra e uns payador
    Atei meu pingo num cinamomo e maneei das patas
    E vi se a adaga tava abrigada no tirador

    Porque eu não sou de andar me luzindo por onde eu endo
    Vivo cantando e tirando balda destes veiacos
    Trago a humildade da minha gente num verso reto
    E o meu dialeto vai registrado onde aperto os cacos

    Porque eu não sou de andar me luzindo por onde eu endo
    Vivo cantando e tirando balda destes veiacos
    Trago a humildade da minha gente num verso reto
    E o meu dialeto vai registrado onde aperto os cacos

    Pedi bolada numa tostada, jeitão de loca
    Ao darem boca, saiu rezando c'o as mão' pra o céu
    Mas me deu tempo de ver o brilho numa chuleada
    De uma mirada que matreireava sobre um chapéu

    Caiu a noite e se aprochegaram para uma escuela
    Gaita e pandeiro e o baile véio' pegou de fato
    Violão crioulo e um cantador de boa garganta
    Samba com Fanta, China bonita e cheiro de extrato

    Num lusco-fusco, enxerguei aquela da gineteada
    Morena bela, color de cuia e olhar matreiro
    Quem sabe, dança só pra florear meu encantamento
    Que eu me apresento como ginete e cantor campeiro

    Se conhecemos entre chamarras e chamamés
    E um bem querer foi se firmando no coração
    Pedi licença e cantei um lote de marca antiga
    Ganhei a linda e canto já livre junto ao galpão

    Porque eu não sou de andar me luzindo por onde eu endo
    Vivo cantando e tirando balda destes veiacos
    Trago a humildade da minha gente num verso reto
    E o meu dialeto vai registrado onde aperto os cacos

    Porque eu não sou de andar me luzindo por onde eu endo
    Vivo cantando e tirando balda destes veiacos
    Trago a humildade da minha gente num verso reto
    E o meu dialeto vai registrado onde aperto os cacos


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