Alharaca
Alharaca!
del nuevo rico
que mira en menos
al siempre pobre.
¡Alharaca!
del blanco hechizo
que mira en menos
al indio y al mestizo.
¡Alharaca!
Tanto que andar por el mundo
para entrar y darse cuenta
de lo inmenso de la afrenta
con la que se trata al vulgo.
El dolor es muy profundo
delante' tanta arrogancia
sin sentido ni sustancia
y con total desenfado.
¡Ya se verá el resultado
si aumenta la discordancia!
Aquí por na' se acreditan
la soberbia y el descaro
cuando un hombre sin amparo
una mano solicita;
de un tirón su honor marchita
un nuevo rico cumplido
que moderno y presumido
lo arrumba muy satisfecho.
¡Vaya el tremendo derecho
de ser un tipo metido!
La tierra es grande y compuesta
de nativos muy diversos
y aunque a veces muy dispersos
su armonía manifiesta.
Por eso aquí la protesta
que en mi país de mestizos
todo aquel que es más cobrizo
se encuentra en un casillero
¡Cuando el portazo es primero,
en contra me movilizo!
¡Habrá que invertir las normas
del cielo y la economía,
hacer verde apología
del poema y las reformas,
inventar cien plataformas
y tocar diez panderetas.
Pero no hay mejor receta
para apurar la conciencia:
¡"Sólo el amor con su ciencia"
como dijera Violeta!
Alharaca
Alharaca!
Do novo rico
que menospreza
quem sempre é pobre.
Alharaca!
Do feitiço branco
que menospreza
o índio e o mestiço.
Alharaca!
Tanto que andar pelo mundo
pra perceber e se dar conta
do tamanho da ofensa
com que se trata o povo.
A dor é muito profunda
diante de tanta arrogância
sem sentido nem substância
e com total desfaçatez.
Já se verá o resultado
se aumentar a discórdia!
Aqui por nada se credencia
a soberania e a cara de pau
quando um homem sem amparo
pede uma mãozinha;
de um puxão seu honor se esvai
um novo rico cumprido
que é moderno e cheio de si
o despreza muito satisfeito.
Que tremendo direito
de ser um tipo metido!
A terra é grande e composta
de nativos muito diversos
e embora às vezes muito dispersos
a sua harmonia se manifesta.
Por isso aqui a protesto
que no meu país de mestiços
todo aquele que é mais moreno
se encontra em um casulo;
Quando a porta bate primeiro,
em oposição eu me mobilizo!
Terá que inverter as normas
do céu e da economia,
fazer apologia verde
do poema e das reformas,
inventar cem plataformas
e tocar dez pandeiros.
Mas não há melhor receita
pra apressar a consciência:
"Só o amor com sua ciência"
como diria Violeta!
Composição: Patricio Wang / Rodolfo Parada