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Madames de Luto

Quinta Dose

Letra

    De tanto ver sorrisos falsos...
    Pensei assim, as vezes quem te agrada tá planejando teu fim
    Um olho em mim, e o outro em quem me cerca
    Procuro a rima certa, na tentativa as vezes erra, escuto alerta
    Sirene me desperta...
    Era a luz que me escoltava e me tirava de uma vida cega
    Tropeço e me levanto, assim eu vou levando
    Um dia é da ré e o outro dia do adianto

    E eu já nem me espanto com tanto pranto
    Porque o choro de alguém é uma risada em outro canto
    E nesse mundo não tem santo, já noto isso
    Levados pelo vício vão se acabando achando que tão só no inicio
    Com a decadência tem contrato vitalício, só maleficio
    E menos gente ao seu redor, deprê joga no pó
    Cabeça deu um nó, não raciocina mais, ladrão de paz

    Minha mente pensa, não condiz com minha condição
    Já que o estudo na quebrada foi trocado pelo oitão
    Não foi essa educação que uma mãe pede pra um filho
    Batalhar pra ele lutar e não vê se perder nos trilho
    Já que o brilho da esmeralda vale mais do que o do olho
    O mundo ta perdido, ambição não traz mais ouro
    Causa ódio, num sistema de bate e volta
    Só que a volta não funciona por isso causa revolta

    Num povo de classe baixa já, que o din faz a moral
    Ou some ou se encaixa, conforto que te faz mal
    Ter dinheiro no bolso equivale ao bom status
    Acredita nele mesmo sem dar ouvido aos fatos
    Os boatos somam nada no check mate frontal
    Cê morre, ou você mata nunca empata no final
    É normal cê vê cair, quem aqui representou
    Mas quem vive de passado é museu não lutador

    A noite fria começo então não esquece as preces
    Os mano some na neblina pra esquecer o stress
    Ruas vazias...
    Madames e seus choferes...
    Madames de luto...
    Madames trocando os papéis

    Escolhas cabreiras, em tempos de incerteza
    Na busca do paraíso consequência lança o golpe de aviso
    Esperto é bom ser, sim manter o sorriso
    Sincero, verdade o que todos esperam
    Mas num mundo onde a mentira os próprios toleram
    Não espero nada, e te aconselho que não espere nada
    Pátria precária viu, sumiu, se viu, mentiu
    Puta que pariu brasil de consumismo

    Juntamente com isso álcool e droga, o chamado vicio
    Que leva humano bom pro precipício
    Kmaleão mocado, seguindo o instinto
    Prossigo no que eu digo, a rua é meu abrigo
    Então vida vivo, rimando eu puxo o gatilho e atiro!
    Com a fala no mute e ninguém que escute, silencio discute
    E segue o que reza a lenda
    Livrai-me de todo mal...

    Livrai-me de todo mal!
    Então vai, mete o pé, porta ao chão, lá fora no rádio
    Bolacha cai no fogo que arde do maça, aumenta a frequência da cardio
    Suor, contagio, mãos queimadas, eis que surge o brilho no olho
    Nobreza se cai gaveta de cinquenta enche o malote e parte pra outro
    "Foge!" berrou radinho, apaga a pista e some,
    Alimenta o filho tu é homem, quem tem estomago come
    E sente fome, passa frio, só quem viu, viveu
    Sentiu na pele o veneno, desvenda qual segredo
    Cinco dose, um do gold e um terço

    Quem pergunta de mim por favor diz que eu sempre desapareço
    Mas não esqueço o flagrante tá no além
    Onde se encontra meus erros
    Mas pra matar o que tá me matando eu sou ligeiro e dou um jeito
    Assumo o que faço, se faço, cabeça ciente que pode dar merda
    Se a vida deixou de ser jogo, pra guerra então que venha de peça
    Sujeito a nada, suspeito zero à eskerda, quadrilha
    Se as porta não se abrir nós invade na mocadilha!

    A noite fria começo então não esquece as preces
    Os mano some na neblina pra esquecer o stress
    Ruas vazias...
    Madames e seus choferes...
    Madames de luto...
    Madames trocando os papéis
    Na noite que eu vi que o parceiro do parça, com a peça na pressa
    Passava por cima da vida cabida sentido a desgraça
    Cessa farsa e peço uma prece, propícia
    Como pablo, ações na bolívia
    Fiel ao crime igual o popeye é fiel a olívia

    Dou-lhe uma meretriz, orgia...
    Dou-lhe duas pinga, não lê a bula, imagine a bíblia
    Back, rússia, u.s.a, sibéria
    E se o brasil é chulo vai da um pulo na nigéria
    Vertebrado, brado retumbante nem sabia
    Que a copa paga divida da fifa com a turquia
    O moio tem policia, pompéia tem a bica
    Favela não tem boi, não tem 1, 2 josé maria,
    Reza faz preza, bucha, culpa da puta vida
    Depois da meia noite nós vivemos a palestina

    Pro sede ser a sina, é dez tapa na cara
    Antes de saber o nome procedimento rotina
    Aqui é 2 mil grau, bem antes de ser rap flow e rima
    Bem antes de usar a narina
    Um ano em clínica me fez maldade crônica
    Castela química, goles de bomba atômica
    Tome-lhe, taca-lhe, a historia é péssima
    Eu to na quinta dose e dessa aqui eu vou pra décima
    Pittbull's e lassie's, as tropa do do alicerce
    Costa gold afoga o rei no meio do pântano do agreste!


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