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Pílulas coloridas

R-Gang

Pastillas de Color

¿Qué onda, carnal?
¿Ontas, Wey?
Tira paro, perro
Aliviáname con algo, güe
Me siento bien perro, jodido a la verga, güe
Arre, perro, chidote
Ahí te caigo, güe

Otra vez ando en las mismas, sigo de maldito drogo
Tirado aquí en mi cuarto, a veces siento que me ahogo
Tras noches de desvelo es cuando más yo me controlo
Me la paso encerrado, siento que estoy solo
Me encuentro rodeado entre pastillas de color

Despierto, tengo pesadillas llenas de dolor
Acostado aquí en mi cama, estoy buscando encendedor
Pa prender este cigarro a ver si nubla mi dolor
Se proyectan fotogramas llenos de color
Momentos que hoy en día están pintados color gris
Maldita sea la vida, me siento un pobre infeliz

Ya no puedo estar ni en mi cuarto, siento que me observan
Voces que se escuchan, pensamientos que me atacan
Recuerdos de mi infancia
Correr, jugar, llorar, sentir que el tiempo nunca avanza
Y hoy en día de las drogas no me sacan
Me llegan olores peculiares de nostalgia
Y en el árbol, una soga me seduce con paciencia
Qué hija de perra
Ah

Y hoy en día solo te pido que vuelvas
Mi inocencia y mi cariño
No supe valorarme porque solo era un niño
Te pido que resuelvas todos mis conflictos
Porque no conocerlos me salvaba de esos mismos

Te pido que vuelvas porque es cierto que me extraño
Tras de un rato me recuerdo, por más que pasen los años
No sé si sea extraño, con el tiempo me vuelvo más raro
Tengo mil quejas desde que tú me dejas
Antes yo no entendía lo largo de un día, y hoy el Sol se aleja
Necesito que tejan como hacía la abuela

Mundo de fantasía donde yo no existía
Se vuelve un calvario llorar por horas
No contar estrellas porque se desplazan
Los amigos imaginarios también abandonan
Pero las botellas al fin son quien lo reemplazan
No sentir desconfianza entre toda la gente
Porque entre niños yo era tan transparente
No sentir que la siguiente vez me equivoque
Me iré por siempre

Estoy tirado en el suelo, me acompaña mi pipa
En mi bolsillo hay yerba y antes había canicas
Ha empezado a llover desde que cumplí los 15
Por meterme en los vicios y andar haciendo business
Cinco pastillas clonas, encerrado en un cuarto
Solo era un pinche niño jugando a estar drogado
Por las noches bien loco, con un fierro robando
O en la mochila latas y la ciudad pintando

Busco felicidad en una bonga vacía
Igual que mi pinche alma desde aquel puto día
Cuando probé la mota, después vino Cristina
La sonrisa de niño se desaparecía
Mil cosas en la mente, mil dagas en la espalda
Tristeza en mi cabeza con la piedra calmaba
Sigo en este paraíso, no me ido
Aquí estoy chido, aquí nadie puede tocarme
Mi corazón fundido

Aquí me muero, perro, mientras escribo mis rolas
Rodeado de cerveza, piedra, cristal y mota
Me fascina esta vida aunque sé que me hace daño
Me encanta ponerme pedo hasta vomitar el baño
No entendería esta vida, perro, no es para cualquiera
Nos tachan de valeverga, pendejo, si ellos supieran
No aguantan ni un puto día viviendo lo que yo vivo
Mejor cierre el puto hocico, este canino está podrido
La vida ya no es igual, el color rosa ya es negro
Y yo sigo bebiendo para verlo de nuevo

Pílulas coloridas

E aí, mano?
Onde você está, cara?
Dá um tempo, cachorro
Me dá um pouco de alívio, cara
Me sinto uma merda, estou ferrado pra caralho, cara
Beleza, cara, legal
Estou indo atrás de você, cara

Voltei à estaca zero, continuo um maldito viciado em drogas
Deitada aqui no meu quarto, às vezes sinto que estou me afogando
É depois de noites sem dormir que eu tenho mais controle
Passo todo o meu tempo trancado, sinto-me sozinho
Me vejo cercado por comprimidos coloridos

Acordo tendo pesadelos repletos de dor
Deitada aqui na minha cama, estou procurando um isqueiro
Acender este cigarro, para ver se ele consegue atenuar minha dor
São projetadas molduras coloridas
Momentos que agora são pintados em tons de cinza
Maldita vida, me sinto um pobre coitado

Eu nem consigo mais ficar no meu quarto, sinto que estou sendo observado
Vozes que ouço, pensamentos que me atacam
Lembranças da minha infância
Correndo, brincando, chorando, com a sensação de que o tempo não passa
E hoje em dia eles não conseguem me livrar das drogas
Sinto cheiros peculiares de nostalgia
E na árvore, uma corda me seduz pacientemente
Que vadia
Ah

E hoje eu só peço que você volte
Minha inocência e meu amor
Eu não sabia como me valorizar porque eu era apenas uma criança
Peço que resolva todos os meus conflitos
Porque não os conhecer me livrou dessas mesmas coisas

Peço que você volte porque é verdade que sinto sua falta
Depois de um tempo, eu me lembro de mim mesmo, não importa quantos anos passem
Não sei se é estranho, mas estou ficando cada vez mais esquisito com o tempo
Tenho mil queixas desde que você me deixou
Antes eu não entendia o que era um dia, e hoje o sol está se pondo
Preciso que elas tricotem como a vovó fazia

Um mundo de fantasia onde eu não existia
Chorar durante horas torna-se uma provação
Não conte as estrelas porque elas se movem
Amigos imaginários também abandonam
Mas, em última análise, são as garrafas que o substituem
Não sentir desconfiança entre todas as pessoas
Porque entre as crianças eu era tão transparente
Não tenho a sensação de que cometerei o mesmo erro da próxima vez
Partirei para sempre

Estou deitado no chão, meu cachimbo me faz companhia
Tem grama no meu bolso, e antes disso havia bolinhas de gude
Começou a chover quando eu fiz 15 anos
Para se envolver em vícios e fazer negócios
Cinco pílulas clonadas, trancadas em um quarto
Ele era só um moleque brincando de estar chapado
À noite ele fica descontrolado, assaltando pessoas com uma arma
Ou na mochila, latas e a pintura da cidade

Busco a felicidade em um barco vazio
Assim como a minha alma desde aquele dia maldito
Quando experimentei a erva, Cristina veio em seguida
O sorriso da criança desapareceu
Mil coisas na minha cabeça, mil adagas nas minhas costas
A tristeza em minha mente, a pedra a acalmou
Ainda estou neste paraíso, não saí daqui
Aqui eu tô de boa, ninguém pode me tocar aqui
Meu coração derreteu

Estou morrendo aqui, cara, enquanto escrevo minhas músicas
Rodeado de cerveja, pedra, vidro e erva daninha
Sou fascinado por essa vida, mesmo sabendo que ela me machuca
Adoro ficar bêbado até vomitar no banheiro
Eu não entenderia essa vida, cachorro, ela não é para qualquer um
Eles nos chamam de inúteis, idiotas, se ao menos eles soubessem
Eles não aguentariam um único dia vivendo o que eu vivo
Cala a boca, esse cachorro é podre
A vida não é mais a mesma, a cor rosa agora é preta
E continuo bebendo para ver isso de novo