395px

História Alta Número 5

Radical Face

Tall Tale Number 5

I was born on a Sunday, with blood on my hands
in a room full of phonographs and old electric fans
and I slept in a graveyard for bicycles and cars
and I dreamed of distant scenery, but I never strayed too far

Because I do what they ask me
I never run my mouth
and by the time they turn against me
I'll have them figured out

And I learned to lie
By watching you turn to your enemies
And the apple you've got in your eye
Has become a stain you don't want

So I left the city as soon as I could walk
But the buildings loomed like sentinels; it wasn't what I thought
So I slept in your bathtub, while you put your make-up on
And I daydreamed about your lungs 'til your cigarettes were gone

Now I roam because I have to
I'm never welcome long
And thought this road leads to disaster
I've always got my songs

And I learned to laugh
By watching you burn all your photographs
And you're right that the good things won't last
But these wars are never won by our twiddling thumbs

Well, I did what they asked me: I never ran my mouth
And by the time they turned against me, I had them figured out
And now I roam because I have to: I'm never welcome long
And though this road leads to disaster, I've always got my songs

And I learned to die
By watching you choke on your misery
And if the apple is torn from my eye
I won't be alone, because I'm going home

História Alta Número 5

Eu nasci num domingo, com sangue nas mãos
num quarto cheio de fonógrafos e velhos ventiladores
e eu dormi em um cemitério de bicicletas e carros
e sonhei com paisagens distantes, mas nunca me afastei muito

Porque eu faço o que me pedem
Nunca abro a boca
E quando eles se virarem contra mim
Eu já terei decifrado eles

E eu aprendi a mentir
Observando você se voltar contra seus inimigos
E a maçã que você tem no olhar
Se tornou uma mancha que você não quer

Então eu deixei a cidade assim que consegui andar
Mas os prédios se erguiam como sentinelas; não era o que eu pensava
Então eu dormi na sua banheira, enquanto você se maquiava
E eu sonhava acordado sobre seus pulmões até seus cigarros acabarem

Agora eu vagueio porque preciso
Nunca sou bem-vindo por muito tempo
E embora esse caminho leve ao desastre
Eu sempre tenho minhas canções

E eu aprendi a rir
Observando você queimar todas as suas fotografias
E você está certa que as coisas boas não duram
Mas essas guerras nunca são vencidas com nossos polegares cruzados

Bem, eu fiz o que me pediram: nunca abri a boca
E quando eles se viraram contra mim, eu já os tinha decifrado
E agora eu vagueio porque preciso: nunca sou bem-vindo por muito tempo
E embora esse caminho leve ao desastre, eu sempre tenho minhas canções

E eu aprendi a morrer
Observando você se engasgar com sua miséria
E se a maçã for arrancada do meu olhar
Eu não estarei sozinho, porque estou voltando para casa

Composição: