Ey Paisano
Ey paisano!, ¡que pasó?
La historia no es fácil como creías vos
¡Ey paisano!, ¡que pasó?
La historia no es fácil como creías vos
Es verdad que nuestra tierra es milenaria, ancestral, cultural.
Pero es verdad también que ha callado cosas que no debió callar.
¡Oye huacke! Deja de tirar veneno por tu lengua
y ponle paños fríos a tu envidia negra.
Toma un consejo huacke la envidia no te hace crecer
y por si no lo sabías huacke, ni siquiera te deja mover.
Ponte a construir este mundo que profesas,
que nos sobran enemigos caminando por nuestras veredas.
Contra mí no hay nada que puedas hacer, tengo dolores
que me queman y me obligan a nacer..
día a día, día a día.
¡Ey paisano!, ¡que pasó?
La historia no es fácil como creías vos
La historia no es fácil como creías vos
Ese es el desafío, tenemos que nacer.
No te mueras jamás has como Violeta o como el Che.
No tengo nada para enseñarte huacke..
Sigo siendo ese changuito gris
que allá en su pueblo supo ser feliz
Con mi hermano cerca, con mi padre lejos,
que miraba a mi madre cantar y llorar
por los nítidos rincones de su soledad.
¡Ey paisano!, ¡que pasó?.
No dejes que te quite ni siquiera tu dolor,
no dejes que te coma la televisión. Que allí casi todo es mentira
y el hombre a la luna jamás llegó.
¡Ey paisano!, ¡que pasó?
La historia no es fácil como creías vos
¡Ey paisano!, ¡que pasó?
La historia no es fácil como creías vos
Si cruzas al tirano en un concheto ascensor,
disfruta del encuentro y dale cuentas del dolor.
Mantén la calma sólo hasta donde dé,
recicla a la bronca y proponete crecer.
Recuérdate los niños del Afganistán,
el agua envenenada del Andalgalá,
los bosques centenarios que han de sepultar,
los asesinos sueltos de Kosteki y Santillán.
Los muertos que el sistema le vende a la prensa,
los 30.000 hermanos que nunca regresan.
¡Ey compadre! No finjas llorar lo que nunca has sangrado
no subas al pedestal lo que nunca has comulgado.
Vuelve a caminar, utiliza tus dolores como nafta o gas.
Recuerda a tu pueblito y a ese humilde viejecito que solías saludar.
¿Y que pasó, Señor del Mal,
los reyes de este hospicio te libraron al 'Asar'?
Aquí está la nueva generación
construyendo un mundo pleno sin idealización.
Y que me importa. Pensé que de política no iba a hablar
pero ahora que recuerdo, política hacemos todos al caminar.
Me voy por ahora. Y no sin antes repetirte que recuerdes no morir,
que tienes mundos nuevos por parir y por vivir y por vivir
¡Ey paisano!, ¡que pasó?
La historia no es fácil como creías vos
¡Ey paisano!, ¡que pasó?
La historia no es fácil como creías vos
Ei, Compadre
Ei, compadre!, o que aconteceu?
A história não é fácil como você pensava
Ei, compadre!, o que aconteceu?
A história não é fácil como você pensava
É verdade que nossa terra é milenar, ancestral, cultural.
Mas é verdade também que calou coisas que não devia calar.
Ei, cara! Para de despejar veneno pela boca
E coloca panos frios na sua inveja negra.
Toma um conselho, cara, a inveja não te faz crescer
E se você não sabia, cara, nem te deixa se mover.
Vá construir esse mundo que você prega,
Que temos inimigos demais andando pelas nossas calçadas.
Contra mim não há nada que você possa fazer, tenho dores
Que me queimam e me obrigam a renascer..
dia após dia, dia após dia.
Ei, compadre!, o que aconteceu?
A história não é fácil como você pensava
A história não é fácil como você pensava
Esse é o desafio, temos que renascer.
Nunca morra, faça como a Violeta ou como o Che.
Não tenho nada para te ensinar, cara..
Continuo sendo aquele garotinho cinza
Que lá na sua cidade sabia ser feliz
Com meu irmão perto, com meu pai longe,
Que via minha mãe cantar e chorar
Pelos nítidos cantos da sua solidão.
Ei, compadre!, o que aconteceu?.
Não deixe que tire nem mesmo sua dor,
não deixe que a televisão te consuma. Porque lá quase tudo é mentira
E o homem nunca chegou à lua.
Ei, compadre!, o que aconteceu?
A história não é fácil como você pensava
Ei, compadre!, o que aconteceu?
A história não é fácil como você pensava
Se cruzar com o tirano em um elevador chique,
Aproveite o encontro e cobre dele a dor.
Mantenha a calma só até onde der,
Recicle a raiva e proponha-se a crescer.
Lembre-se das crianças do Afeganistão,
a água envenenada de Andalgalá,
os bosques centenários que vão sepultar,
os assassinos soltos de Kosteki e Santillán.
Os mortos que o sistema vende à imprensa,
os 30.000 irmãos que nunca voltam.
Ei, camarada! Não finja chorar o que nunca sangrou
Não coloque no pedestal o que nunca comungou.
Volte a caminhar, use suas dores como gasolina ou gás.
Lembre-se do seu vilarejo e daquele velhinho humilde que você costumava cumprimentar.
E o que aconteceu, Senhor do Mal,
os reis deste hospício te entregaram ao 'Asar'?
Aqui está a nova geração
Construindo um mundo pleno sem idealizações.
E que me importa. Pensei que não ia falar de política
Mas agora que lembro, fazemos política todos ao caminhar.
Vou indo por agora. E não sem antes te lembrar de não morrer,
Que você tem novos mundos para parir e viver e viver
Ei, compadre!, o que aconteceu?
A história não é fácil como você pensava
Ei, compadre!, o que aconteceu?
A história não é fácil como você pensava