Villa de los condenados
A la Villa de Condenados
ya no vá Caridad,
tal parece haberse olvidado
de esos que son los más.
Bien sabe lo que han sufrido
con tanta necesidad,
aquellos que caen rendidos
sin un bocado de pan.
Cubriendose yo la ví
con tal de evitar llorar,
y al ver que no hubo piedad
Señor tuve que gritarle así.
Caridad, Caridad, dale la mano
entra, que son tus hermanos.
Tu te cubres los ojos para no mirar
dejas que revienten de necesidad.
Cari Caridad ay! no tienes que uirles
Cari Caridad ay! si son gente humilde.
Tu que sabes como ellos carecen
porque demonios caramba no vienes.
Aquien vas a enganar
deja ya el blá blá blá
son muchos los que hablan
pero no hacen ná.
Para dónde vás? si ya te cogí
la cara y no te escondas que esperan por tí.
Caridad, Caridad, ven dale la mano
que te andan buscando
tus propios hermanos.
No no no te escondas que muchos son niños
huérfanos de amor, faltos de cariño.
Ojos que no ven, corazón que no siente.
Vamos Caridad, miralos de frente.
Dale ya su bacaito
pa' que afilen esos dientes.
El que no tiene ná,
es el que sufre mas.
Ropa, zapato, casa, comida,
no no tienen ná.
Mala mala mala mala
por ellos tu no haces ná.
No te gusta lo que digo
porque sabes que es verdad.
Tenga piedad,
no dejes que sufran más
Vila dos Condenados
Na Vila dos Condenados
não vá mais Caridade,
tal parece ter esquecido
desses que são os mais.
Bem sabe o que eles sofreram
com tanta necessidade,
aqueles que caem rendidos
sem um pedaço de pão.
Coberta eu a vi
pra não chorar,
e ao ver que não houve piedade
Senhor, tive que gritar assim.
Caridade, Caridade, dá a mão
entra, que são teus irmãos.
Você tapa os olhos pra não olhar
deixa que estouram de necessidade.
Oi Caridade, ai! não precisa fugir deles
Oi Caridade, ai! se são gente humilde.
Você que sabe como eles carecem
porque diabos, caramba, não vem.
A quem vai enganar
deixa já o blá blá blá
são muitos que falam
mas não fazem nada.
Pra onde você vai? se já te peguei
a cara e não se esconda que esperam por você.
Caridade, Caridade, vem dá a mão
que estão te procurando
tus próprios irmãos.
Não, não, não se esconda que muitos são crianças
órfãos de amor, faltando carinho.
Olhos que não veem, coração que não sente.
Vamos Caridade, olhe-os de frente.
Dá já seu bocado
pra que afiem esses dentes.
Quem não tem nada,
esse é quem mais sofre.
Roupa, sapato, casa, comida,
não, não têm nada.
Mau, mau, mau, mau
por eles você não faz nada.
Não gosta do que digo
porque sabe que é verdade.
Tenha piedade,
não deixe que sofram mais.