395px

Olhos Fechados

Rapsusklei

Los Ojos Cerrados

Los dioses están ciegos o están locos
Una vida es demasiado poco
Más allá de focos y de actrices
Los hombres que conozco solo quieren ser felices
Lo sabe el corazón con el que choco
Que solo con mirarte me coloco y que
Se clavan en mi carne sus raíces
Me gusta besar sus cicatrices, mi verso dice
Tengo, la vida que vivo, la vida que muero
La Luna de enero, meciendo la cuna de mi lapicero
En todas partes extranjero
Con un corazón de jilguero titiritando, titiritero
Estoy mirando a tus ojos, con mis ojos cerrados
Flotando a un palmo del suelo, como los pies del ahorcado
Estoy aprendiendo a morir, cansado de huir, me quedo a tu lado
Dime que puedo decir si vivo orgulloso de cada pecado
Si, he aprendido que la luz también te ciega
Y que solo se posee todo aquello que se entrega
Aquí los años pasan rápido, los días pasan lento
Y solo somos barro hermano en las manos del tiempo
Ya no sé si escondo mi virtud o mis complejos
Ya no sé si escribo una canción o un testamento
Lo único que se es que el folio es un espejo
Yo me busco en su reflejo, pero no hay un héroe ahí dentro

Close your eyes
And open your heart
Close your eyes
And open your mind

Dime a quién le importan las penurias
De un viejo poeta bailando bajo la lluvia
Diluvia sobre los vértices del tiempo
Es la furia de los dioses, las voces del firmamento
Noches de viento escapando de la tormenta
Zapatos de cristal de bohemia mi cenicienta
Ya dieron las 12 en el campanario, ella
Conoce del roce sobre su labio, mi verso es agrio
Tengo los años, los miedos, las dudas que esparzo
Los idus de marzo, volando a la Luna, camino descalzo
Con un corazón de amatista y de cuarzo
Bailando las últimas notas del último blues en el último bus al espacio
Y tengo los ojos cerrados, para recordar tu mirada
Llorando a las puertas del cielo, porque me negaron la entrada
Cansado de días nublados, cometer pecados cada madrugada
Los besos que nunca te ha dado, son los versos que escribo a la nada, yo
Yo soy un náufrago hambriento en un mar de dudas
Y las arrugas del tiempo, prefieren morir desnudas
Y cuanto dura la muerte y la vida que poco dura
Cuando acorta la distancia está alargando la tortura y es que
Todas las rosas tienen espinas
Todas las serpientes mudan su piel
En el exilio de mi corazón en ruinas
Todavía hay un combate que late bajo el pincel yo!

Close your eyes
And open your heart
Close your eyes
And open your mind

Olhos Fechados

Os deuses estão cegos ou estão loucos
Uma vida é muito pouco
Além dos holofotes e das atrizes
Os homens que conheço só querem ser felizes
O coração com o qual colido sabe
Que só de te olhar me coloco e que
Suas raízes se cravam na minha carne
Gosto de beijar suas cicatrizes, meu verso diz
Tenho a vida que vivo, a vida que morro
A Lua de janeiro, embalando o berço do meu lápis
Em todo lugar, estrangeiro
Com um coração de pintassilgo tremendo, titereiro
Estou olhando nos seus olhos, com meus olhos fechados
Flutuando a um palmo do chão, como os pés do enforcado
Estou aprendendo a morrer, cansado de fugir, fico ao seu lado
Diga o que posso dizer se vivo orgulhoso de cada pecado
Sim, aprendi que a luz também cega
E que só se possui tudo aquilo que se entrega
Aqui os anos passam rápido, os dias passam devagar
E só somos barro, irmão, nas mãos do tempo
Já não sei se escondo minha virtude ou meus complexos
Já não sei se escrevo uma canção ou um testamento
A única coisa que sei é que o papel é um espelho
Me busco em seu reflexo, mas não há um herói ali dentro

Feche seus olhos
E abra seu coração
Feche seus olhos
E abra sua mente

Diga a quem importam as dificuldades
De um velho poeta dançando sob a chuva
Chove sobre os vértices do tempo
É a fúria dos deuses, as vozes do firmamento
Noites de vento escapando da tempestade
Sapatos de cristal da boemia, minha Cinderela
Já deram as 12 no campanário, ela
Conhece o toque em seus lábios, meu verso é amargo
Tenho os anos, os medos, as dúvidas que espalho
Os idos de março, voando até a Lua, caminho descalço
Com um coração de ametista e quartzo
Dançando as últimas notas do último blues no último ônibus para o espaço
E tenho os olhos fechados, para lembrar do seu olhar
Chorando às portas do céu, porque me negaram a entrada
Cansado de dias nublados, cometendo pecados toda madrugada
Os beijos que nunca te deu, são os versos que escrevo ao nada, eu
Eu sou um náufrago faminto em um mar de dúvidas
E as rugas do tempo preferem morrer nuas
E quanto dura a morte e a vida que pouco dura
Quando encurta a distância está prolongando a tortura e é que
Todas as rosas têm espinhos
Todas as serpentes mudam de pele
No exílio do meu coração em ruínas
Ainda há uma batalha que pulsa sob o pincel eu!

Feche seus olhos
E abra seu coração
Feche seus olhos
E abra sua mente

Composição: Rapsusklei / Sharif / Sr. Wilson