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DESERTO

Rara Sustancia

DESIERTO

Divina mujer que puedo decirte tan solo escribirte me llena
Me prometí no volver a caer y perderme a mí mismo por una condena
Nada me frena, doy esta ofrenda para esa diosa en cuerpo mundano
Yo sé que te encuentras cansada no sientas temor a soltarme la mano

Sedúceme cuando tú quieras para ver si caigo de nuevo en tus bieles
No sé qué esperabas de mi, nunca te mentí yo sé que me quieres
La vida me enseña a perder y ganar
Subir y bajar yo soy un guerrero

El camino del conocimiento es lento
Doloroso y certero, no niego mi naturaleza
He sido presa de tu belleza
Sigo mi propio camino forjando mi temple, a Dios pido fuerzas

Que te proteja a dónde camines
Que sanen todas tus heridas
Tú me dijiste que nadie tiene la culpa
Disculpa mi vida

Tan solo quiero estar en tus brazos por un momento sentir tu cuerpo
Valoro la vida que tengo y tú presencia ya estuve muerto
Pero por nada deserto en toda mentira hay algo de cierto
Llegaste como una tormenta inundando el desierto que llevo dentro

No puedo salvarte lo sé y tampoco lo quieres, no lo repitas
Te dejo en canciones mi ser, mujer mi alma ya no se marchita
Cerquita he vivido el peligro y lo aprendido ya no se olvida
Todo es como debe de ser amen, subidas y caidas

¿Qué te qué? ¿ De qué estoy asustado?
¿Que coño crees, qué me da miedo?
Te da miedo que yo no te ame, y sabes que, yo también tengo miedo
Pero joder debemos intentarlo, al menos habré sido honesta contigo
¿Y yo no soy honesto contigo? ¿Pero que coño?
¿Es que llevo un puto letrero en la espalda que dice sálvame?

No
¿Crees que lo necesito?
No tío, solo quiero estar contigo (no me jodas, no me jodas me oyes, no me jodas)
Te quiero, te quiero, te quiero
Te quiero
Por favor, dime qué no me quieres
Porque si lo dice, no volveré a llamarte

DESERTO

Divina mulher, o que posso te dizer, só de te escrever já me preenche
Prometi não cair de novo e me perder por uma condenação
Nada me segura, faço essa oferenda pra essa deusa em corpo humano
Sei que você está cansada, não tenha medo de soltar minha mão

Seduz-me quando você quiser pra ver se caio de novo nos seus braços
Não sei o que esperava de mim, nunca te menti, sei que você me ama
A vida me ensina a perder e ganhar
Subir e descer, sou um guerreiro

O caminho do conhecimento é lento
Doloroso e certeiro, não nego minha natureza
Fui presa da sua beleza
Sigo meu próprio caminho, forjando meu caráter, a Deus peço forças

Que te proteja onde quer que ande
Que cure todas as suas feridas
Você me disse que ninguém tem culpa
Desculpa, minha vida

Só quero estar nos seus braços por um momento, sentir seu corpo
Valorizo a vida que tenho e sua presença, já estive morto
Mas por nada desisto, em toda mentira há algo de verdade
Você chegou como uma tempestade, inundando o deserto que carrego dentro

Não posso te salvar, eu sei, e você também não quer, não repita isso
Deixo em canções meu ser, mulher, minha alma já não murcha
Perto vivi o perigo e o que aprendi não se esquece
Tudo é como deve ser, amém, subidas e descidas

O que você quer? Do que estou com medo?
Que porra você acha, que tenho medo?
Você tem medo que eu não te ame, e sabe de uma coisa? Eu também tenho medo
Mas droga, devemos tentar, pelo menos fui honesto com você
E eu não sou honesto com você? Que porra é essa?
É como se eu tivesse uma placa nas costas que diz "me salve"?

Não
Você acha que preciso disso?
Não, cara, só quero estar com você (não me fode, não me fode, me ouve, não me fode)
Eu te amo, eu te amo, eu te amo
Eu te amo
Por favor, me diga que não me ama
Porque se você disser, não vou te ligar de novo

Composição: Carlos Enrique Sánchez Alcázar