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LÍRIOS

Rara Sustancia

LIRIOS

A veces la vida sonríe
Y en otras me escupe
Después de perderme
Fue cuando lo supe
De toda la mierda que pasa
Ya no te culpes
Tranquila que todo estará mejor
A veces se baja y se sube
No pierdas la fe
Si algún día no estoy, mi amor

Me verás en las nubes
Tú quitas mis ansias
Pintas mi mundo como grafitero
Andando en la vagancia
Quisiera estar contigo
Pecar, sentir tu fragancia

Ya no queda mucho de mí
Solo un corazón marchito y sombrío
El odio pudriendo este mundo
Donde ser feliz es el mayor desafío

Abrázame fuerte quítame el frío
Lo que más me pesa es sentirme vacío
Quiero navegar en tus mares
Naufragar y unir tu cuerpo con el mío

Que mi alma te cante al oído
Y que lo nuestro trascienda a la muerte
Me pierdo en la frecuencia de tu sonrisa
Viviendo de prisa no cabe la suerte

Aunque no pueda verte
Has dado color a mis días grises
Esta carcasa que llevo por piel
Cubre mi ser lleno de cicatrices

De la vida somos aprendices
Por eso bailo al son que me toque
Aprende hasta del sufrimiento
Porque la vida te llena de golpes

Si piensas en mi recuerda
Que hay alguien dándote aliento
No tengo mucho para ofrecer
Lo que había en mi se esfumó con el tiempo

Ni la distancia ni las personas
Podrían evitar este amor inefable
Eres responsable de que perciba
La vida más favorable

Mujer invaluable, tengo sed de ti
Es insaciable
Entre delirios mentales te pienso
Entre lirios del valle

Quisiera cuidarte siempre
Especialmente cuando tienes que salir a la calle
Quien te ame como yo creo que nadie
No me compares, a veces arriba, a otras abajo, es el detalle

La vida pende de un hilo
Soy un trapecista haciendo malabares
Conozco bien tus pesares
Por eso sé bien todo lo que me dices

Por más que derrames lágrimas
El tiempo atrás no creo que regrese
Más vale que avances
Y con lo que no puedas cambiar, ya no te estreses

Aprende a soltar
Y verás como el destino te favorece
Mi amor solo pese
Nadie lo va a cambiar, no importa cuántas se me crucen

Con esa sonrisa entre luces
Y la penumbra desaparece
Un corazón solo para ti dispuse
Y esa decisión aquí permanece

Aunque se me apaguen las luces
Nada impedirá que ya no te piense

(Cómo voy a creer, dijo el fulano)
(Que tu cuerpo, mengana, no es algo más de lo que palpo)
(O que tu amor, ese remoto amor que me destinas)
(No es el desnudo de tus ojos, la parsimonia de tus manos)
(Cómo voy a creer, mengana austral)
(Que sos tan solo lo que miro, acaricio o penetro)
(Cómo voy a creer, dijo el fulano)
(Que la utopía ya no existe si vos, mengana dulce, osada, eterna)
(Si vos sos mi utopía)

LÍRIOS

Às vezes a vida sorri
E em outras me cospe
Depois de me perder
Foi quando percebi
De toda a merda que acontece
Já não te culpe
Fica tranquila que tudo vai melhorar
Às vezes sobe e desce
Não perca a fé
Se algum dia eu não estiver, meu amor

Você me verá nas nuvens
Você tira minha ansiedade
Pinta meu mundo como um grafiteiro
Vagando na preguiça
Queria estar com você
Pecar, sentir seu perfume

Já não resta muito de mim
Só um coração murchado e sombrio
O ódio apodrecendo este mundo
Onde ser feliz é o maior desafio

Me abrace forte, tire o frio de mim
O que mais pesa é me sentir vazio
Quero navegar em seus mares
Naufragar e unir seu corpo ao meu

Que minha alma cante em seu ouvido
E que o que temos transcenda a morte
Me perco na frequência do seu sorriso
Vivendo apressado, a sorte não cabe

Mesmo que eu não possa te ver
Você deu cor aos meus dias cinzentos
Essa casca que carrego como pele
Cobre meu ser cheio de cicatrizes

Na vida somos aprendizes
Por isso danço ao som que me toca
Aprenda até com o sofrimento
Porque a vida te enche de socos

Se pensar em mim, lembre-se
Que há alguém te dando ânimo
Não tenho muito a oferecer
O que havia em mim se esvaiu com o tempo

Nem a distância nem as pessoas
Poderiam evitar esse amor inefável
Você é responsável por eu perceber
A vida de forma mais favorável

Mulher inestimável, estou sedento por você
É insaciável
Entre delírios mentais, te penso
Entre lírios do vale

Queria te cuidar sempre
Especialmente quando você tem que sair à rua
Quem te ama como eu, acho que ninguém
Não me compare, às vezes em cima, outras embaixo, esse é o detalhe

A vida pende de um fio
Sou um trapezista fazendo malabarismos
Conheço bem suas dores
Por isso sei bem tudo que me diz

Por mais que derrame lágrimas
O tempo passado não creio que volte
É melhor que você avance
E com o que não puder mudar, não se estresse mais

Aprenda a soltar
E verá como o destino te favorece
Meu amor só pesa
Ninguém vai mudar isso, não importa quantos cruzem meu caminho

Com esse sorriso entre luzes
E a penumbra desaparece
Um coração só para você eu dispus
E essa decisão aqui permanece

Mesmo que as luzes se apaguem
Nada impedirá que eu não pense mais em você

(Como vou acreditar, disse o fulano)
(Que seu corpo, mengana, não é algo mais do que toco)
(Ou que seu amor, esse amor remoto que me destinas)
(Não é o nu dos seus olhos, a parcimônia das suas mãos)
(Como vou acreditar, mengana austral)
(Que você é só o que vejo, acaricio ou penetro)
(Como vou acreditar, disse o fulano)
(Que a utopia já não existe se você, mengana doce, ousada, eterna)
(Se você é minha utopia)

Composição: Carlos Sánchez Alcázar