No te vayas de aqui
Hombre no tiene sentido vivir por allí,
si tu paso es más lento que los demás.
Hombre no tiene sentido crecer por allí,
si no tenés a tu hermano para compartir.
A veces me siento bien,
a veces estoy tan mal,
quisiera sentirme parte de esta ciudad.
A veces me voy de aquí,
otras veces vengo de allá,
mi alma es fantasma errante en tanto lugar.
Mujer no tiene sentido vivir por allí,
si las flores que respiras son de otro lugar.
Madre no tiene sentido parir por allí,
tus hijos quieren ser hijos de algún lugar también.
A veces me siento bien,
a veces estoy tan mal,
quisiera sentirme parte de esta ciudad.
A veces me voy de aquí,
otras veces vengo de allá,
mi alma es fantasma errante en tanto lugar.
Joven no tiene sentido te vayas de aquí
a buscar mejor destino en otro lugar.
Madre tierra no tiene culpa de tu sufrir,
no encontrarás el calor que ella te da.
Padre desesperado los ve partir,
los hijos ya no confían en su raíz.
Culpa de las sanguijuelas que están aquí,
que viven asesinando a mi país.
Pero no te vayas de aquí,
no te vayas allá,
tu hombro, mi hombro, el nuestro, se precisa.
Si abandonás y te vas
ellos lo celebrarán,
con la sangre de tu hijo van a brindar.
Llegó la hora del naufragio, de la verdad.
La hora de la esclavitud o la libertad.
Toda esa deuda que, dicen, quieren cobrar.
Colonia o imperialismo: Inyección letal.
Que me los manden a mí,
que les voy a explicar,
toda esa plata que prestan no viene acá.
Si el hambre es cada vez más
y no hay donde trabajar,
si no entienden no importa, no hay más que hablar.
No vamos a resignar
ni un metro de libertad,
no más niños desnutridos por tu crueldad.
Y si tengo que pelear,
y si tengo que morir,
igual vivimos muriendo, viviendo así.
Y si tengo que pelear,
y si tengo que morir,
igual vivimos muriendo, viviendo así.
Y si tengo que pelear,
y si tengo que morir,
igual vivimos muriendo, viviendo así.
Não vá embora daqui
Homem não faz sentido viver por aí,
se seu passo é mais lento que os demais.
Homem não faz sentido crescer por aí,
se não tem seu irmão pra compartilhar.
Às vezes me sinto bem,
às vezes estou tão mal,
queria me sentir parte dessa cidade.
Às vezes eu vou pra longe,
outras vezes venho de lá,
minha alma é um fantasma errante em tantos lugares.
Mulher não faz sentido viver por aí,
se as flores que você respira são de outro lugar.
Mãe não faz sentido parir por aí,
seus filhos também querem ser de algum lugar.
Às vezes me sinto bem,
às vezes estou tão mal,
queria me sentir parte dessa cidade.
Às vezes eu vou pra longe,
outras vezes venho de lá,
minha alma é um fantasma errante em tantos lugares.
Jovem não faz sentido você ir embora daqui
a buscar um destino melhor em outro lugar.
Mãe terra não tem culpa do seu sofrer,
você não encontrará o calor que ela te dá.
Pai desesperado vê eles partirem,
os filhos já não confiam em suas raízes.
Culpa das sanguessugas que estão aqui,
que vivem assassinando meu país.
Mas não vá embora daqui,
não vá pra lá,
seu ombro, meu ombro, o nosso, é necessário.
Se você abandonar e se for,
eles vão comemorar,
com o sangue do seu filho vão brindar.
Chegou a hora do naufrágio, da verdade.
A hora da escravidão ou da liberdade.
Toda essa dívida que, dizem, querem cobrar.
Colônia ou imperialismo: Injeção letal.
Que me mandem pra mim,
que eu vou explicar,
toda essa grana que emprestam não vem pra cá.
Se a fome é cada vez mais
e não há onde trabalhar,
se não entendem não importa, não há mais o que falar.
Não vamos nos resignar
nem um metro de liberdade,
não mais crianças desnutridas pela sua crueldade.
E se eu tiver que lutar,
e se eu tiver que morrer,
igual vivemos morrendo, vivendo assim.
E se eu tiver que lutar,
e se eu tiver que morrer,
igual vivemos morrendo, vivendo assim.
E se eu tiver que lutar,
e se eu tiver que morrer,
igual vivemos morrendo, vivendo assim.