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Balada de Água e Terra

Ratti Della Sabina

Ballata Di Acqua E Terra

Fresca è la sera
e la terra è bagnata
l'odore di fango riempie la strada
alta la Luna splende sicura
zitte le stelle scintillano intorno
mute le stelle
mi danzano attorno.

Un vento caldo atterra lontano
su di una sponda da quarzo coperta
si tuffa dentro oceani di sole
e con gli uccelli si mette a giocare
e fra gli uccelli
lo sento tornare.

Con corpi ormai senza ali
per voli che sfiorano il tempo
uomini armati di fumo
trasformano acqua in deserto
con occhi ormai troppo sottili
per luci senza misura
file di uomini cadono
su strade coperte a miseria
su strade coperte a miseria.

Riposa la neve su rocce distanti
si scioglie candida in lacrime al sole
che vanno lente in valli e pianure
che dentro il mare si vanno a bagnare
fra le onde del mare
le vedo saltare.

Ridono gli alberi su ogni collina
vibrano i rami in un canto leggero
filtra la vita in ogni radice
nasce un mattino fra respiri lenti
e io nasco in cento e in mille tramonti.

Immerso in questo bagliore
riporto i miei occhi a cercare
ricado dentro i miei gesti
e piano rimango a pensare
che esistono leggi segrete
scolpite in ogni stagione
formule scritte dal Cielo
lontane da ogni ragione
più alte di ogni ragione.

Balada de Água e Terra

Fresca é a noite
E a terra está molhada
O cheiro de lama preenche a estrada
Alta a Lua brilha segura
Silenciosas as estrelas cintilam ao redor
Mudam as estrelas
Elas dançam ao meu redor.

Um vento quente pousa distante
Sobre uma margem coberta de quartzo
Mergulha em oceanos de sol
E com os pássaros começa a brincar
E entre os pássaros
Eu sinto voltar.

Com corpos agora sem asas
Para voos que tocam o tempo
Homens armados de fumaça
Transformam água em deserto
Com olhos agora muito finos
Para luzes sem medida
Fileiras de homens caem
Em ruas cobertas de miséria
Em ruas cobertas de miséria.

Descansa a neve em rochas distantes
Derrete branca em lágrimas ao sol
Que vão lentas em vales e planícies
Que dentro do mar vão se banhar
Entre as ondas do mar
Eu as vejo saltar.

Riem as árvores em cada colina
Vibram os galhos em um canto leve
Filtra a vida em cada raiz
Nasce uma manhã entre respirações lentas
E eu nasço em cem e em mil pores do sol.

Imerso neste brilho
Trago meus olhos a procurar
Caio dentro dos meus gestos
E devagar fico a pensar
Que existem leis secretas
Escritas em cada estação
Fórmulas escritas pelo Céu
Distantes de toda razão
Mais altas que toda razão.

Composição: