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Meu Velho Mate Galleta

Raúl Lavié

Mi Vejo Mate Galleta

Mi viejo mate galleta
Que pena me dio perderte
Que mano troncho' tu suerte
Tal vez la mano del tiempo
Si hasta crei que eras eterno
Nunca imagine tu muerte.

En tu pancita verdosa
Cuantos paisajes mire'
Cuantos versos hilvane'
Mientras gozaba tu amargo
Cuantas veces te hice largo
Y vos sabias porque'.

En esos duros inviernos
Cuando la escarcha blanqueaba
Tu cuerpito calentaba
Mis manos con su calor
Pa' qu'el amigo cantor
Se prendiera a la guitarra.

Y ahi no mas se arma la farra
Vos y yo en un mano a mano
Mate y guitarra en la sombra
Mate y guitara en el claro
En leguas a la redonda
No hubo jaguel orejano.

Mi viejo amigo y hermano
Que destino mas sotreta
Nunca le di a la limeta
En vos encontre la calma
En este adios pongo mi alma ... ay
Mi viejo mate galleta.

Meu Velho Mate Galleta

Meu velho mate galleta
Que pena te perder
Que mão estragou sua sorte
Talvez a mão do tempo
Se até pensei que eras eterno
Nunca imaginei sua morte.

Na sua barriguinha verdinha
Quantas paisagens eu vi
Quantos versos eu teci
Enquanto saboreava seu amargo
Quantas vezes te fiz longo
E você sabia por quê.

Naqueles invernos rigorosos
Quando a geada branqueava
Seu corpinho aquecia
Minhas mãos com seu calor
Pra que o amigo cantor
Pegasse a guitarra.

E aí já se arma a festa
Você e eu num mano a mano
Mate e guitarra na sombra
Mate e guitarra no claro
Em léguas ao redor
Não houve jaguel orejano.

Meu velho amigo e irmão
Que destino mais traiçoeiro
Nunca dei a limeta
Em você encontrei a calma
Neste adeus coloco minha alma ... ai
Meu velho mate galleta.

Composição: