Sapo Cancioneiro
Sapo de la noche... sapo cancionero,
Que vives sonhando junto a tu laguna
Tenor de los charcos grotesco trovero, ]
Estas embrujado de amor por la luna. ] bis
Yo se de tu vida... sin gloria ninguna,
Se de la tragedia de tu alma inquieta,
Y esa tu locura de adorar a la luna ]
Es locura eterna de todo poeta. ] bis
Sapo cancionero
Canta tu cancion,
Que la vida es triste ]
Si no la vivimos con una ilusion.. ] bis
Tu te sabes feo... feo y contrahecho,
Por eso de dia tu fealdad ocultas
Y de noche cantas tu melancolia ]
Y suena tu canto como letania. ] bis
Repican tus voces... en franca porfia
Tus coplas son vanas como son tan bellas,
No sabes acaso que la luna es fria ]
Porque dio su sangre para las estrellas. ] bis
Sapo Cancioneiro
Sapo da noite... sapo cancionista,
Que vive sonhando perto da sua lagoa.
Tenor dos charcos, troveiro grotesco,
Tás enfeitiçado de amor pela lua.
Eu sei da sua vida... sem glória nenhuma,
Sei da tragédia da sua alma inquieta,
E essa sua loucura de adorar a lua
É a loucura eterna de todo poeta.
Sapo cancionista,
Canta sua canção,
Que a vida é triste
Se não a vivemos com uma ilusão.
Você sabe que é feio... feio e torto,
Por isso de dia sua feiura esconde.
E de noite canta sua melancolia
E soa seu canto como uma ladainha.
Repicam suas vozes... em franca disputa,
Suas coplas são vãs, mas tão belas,
Não sabe, acaso, que a lua é fria
Porque deu seu sangue para as estrelas.