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Milonga Longhair

Raúl Quiroga

Milonga de Pelo Largo

Milonga de pelo largo de ojos oscuros
Como la noche, como la noche.
Historias de penas grandes de gente joven
De penas viejas, de veinte años.

Consuelo de los que viven siempre arrastrados
Por la rutina, que cosa seria.
Recuerdo de los que huyen de nuestra tierra
De la violencia, de la miseria.

Te ofrezco mis margaritas que están vacías
Que están marchitas, que ya están secas.
Te doy todas las renuncias, de cosas simples
Que llevo hechas, que llevo hechas.

Milonga mi compañera, que me comprende
Que me protege y que me abriga.
Frazada del pobre hombre, que siente frio
Y no se queja, ya no se queja.

Milonga Longhair

Milonga de cabelos compridos olhos escuros
Como a noite, como a noite.
Histórias de grandes dores de jovens
Penalidades velhos de vinte anos.

Conforto de viver sempre desenhado
Para o grave rotina.
Memória de todos aqueles que fogem da nossa terra
De violência, a miséria.

Eu ofereço minhas margaridas que estão vazias
Que se secaram, eles já estão secos.
Eu dou todas as renúncias, as coisas simples
Eu fui feito, que eu fiz.

Milonga meu parceiro, que me entenda
Eu protege e cuida de mim.
Cobertor de pobre, que sente frio
E não reclamar, não reclamando.

Composição: Gaston Ciarlo Dino