La Chaguala (part. La Muchacha)
Y a mí que me trague
A mí que me trague
A mí que me trague
Y a mí que me trague la tierra
Si su cara ya no puedo verla
Si de entre los dientes no me sale una lengua
Bien grande pa' sus heridas lamerlas
Y a mí que me trague la tierra si su cara ya no puedo verla
Si de entre los dientes no me sale una lengua
Bien grande pa' sus heridas lamerlas
Que me trague la tierra con todo y mis cuadernos
Con la inmensa tristeza que producen los afectos
Con tantas frustraciones hechas canciones y mitos
Todas esas bendiciones que me dan labios malditos
A mí que me trague la tierra y su guerra
Los gritos de dolor de un hijo que a su madre entierra
Miseria desgraciada agraciada para muchos
Pueden ver tantas riquezas en solo unos cuantos puchos
Dos o tres porrazos para que sangren las rodillas
Raspones, piedras y astillas
Aprender de los tiestazos
Aguardiente y canelazo
Pa' bajarle a la crudeza
De andar calles sin certeza
De llegar viva al ocaso
La sangre se pone espesa viendo que el caudal del río
Pesa por los cuerpos fríos
Chocando con la maleza
Madre grande magdalena llora el dolor de sus críos
Pa que descanse el sufrio corazón de la sirena
A mí que me trague la tierra
Si su cara ya no puedo verla
Si de entre los dientes no me sale una lengua
Bien grande pa' sus heridas lamerlas
Y a mí que me trague la tierra si su cara ya no puedo verla
Si de entre los dientes no me sale una lengua
Bien grande pa' sus heridas lamerlas
Como el frío en la cordillera que da forma a las montañas
Como malicia del pillo con sus hijueputas mañas
Como los esfuerzos puros
Que hacen brillar a lo oscuro
Como que voy a triunfar eso seguro lo juro
Cual familia numerosa
En la más humilde choza
La cordura y la locura la delgada línea rosan
Humillaciones soportan para salir adelante
La historia de cuando niña que me ha contado mi madre
Son tantos quienes reclaman
Lo que hacer ellos no pueden
Y otros mueren de sed solo mirando como llueve
En el hueco más oscuro de la psiquis hoy me encuentro
Solitario en mis adentros, muerto en pensamientos negros
Casi que encontrar la calma en brazos del desespero
Al dominar esos odios después que abrieron mi cuero
Ira alimenta la furia toda razón se confunde
Insignificantes charcos donde grandeza se hunde
Mi pecho lo parte una chaguala
Que atraviesa garganta y ombligo
Pero no muere tan fácil la hierba mala
Porque un dolor siempre cargaré conmigo
A mí que me trague la tierra
Si su cara ya no puedo verla
Si de entre los dientes no me sale una lengua
Bien grande pa sus heridas lamerlas
Y a mí que me trague la tierra si su cara ya no puedo verla
Si de entre los dientes no me sale una lengua
Bien grande pa sus heridas lamerlas
La Chaguala (parte. La Muchacha)
e para mim que eu engulo
para mim que eu engulo
para mim que eu engulo
E deixe a terra me engolir
Se seu rosto eu não posso mais ver
Se eu não conseguir uma língua entre meus dentes
Muito grande para lamber suas feridas
E deixe a terra me engolir se eu não puder mais ver seu rosto
Se eu não conseguir uma língua entre meus dentes
Muito grande para lamber suas feridas
Deixe a terra me engolir com tudo e meus cadernos
Com a imensa tristeza produzida pelos afetos
Com tantas frustrações feitas canções e mitos
Todas aquelas bênçãos que lábios amaldiçoados me dão
Deixe a terra e sua guerra me engolir
Os gritos de dor de um filho que enterra sua mãe
Graciosa miséria miserável para muitos
Você pode ver tantas riquezas em apenas algumas pontas
Dois ou três golpes para fazer os joelhos sangrarem
Arranhões, pedras e lascas
Aprenda com os golpes
Aguardiente e canelazo
Para diminuir a crueza
De andar pelas ruas sem certeza
Para chegar vivo ao pôr do sol
O sangue fica espesso vendo que o fluxo do rio
pesa os corpos frios
esbarrando no mato
Bolinho de mãe grande chora a dor de seus filhos
Para descansar o coração sofredor da sereia
Deixe a terra me engolir
Se seu rosto eu não posso mais ver
Se eu não conseguir uma língua entre meus dentes
Muito grande para lamber suas feridas
E deixe a terra me engolir se eu não puder mais ver seu rosto
Se eu não conseguir uma língua entre meus dentes
Muito grande para lamber suas feridas
Como o frio na serra que molda as montanhas
Como malícia do malandro com seus filhos da puta
Como os esforços puros
que fazem brilhar no escuro
Como eu vou ter sucesso com certeza eu juro
qual grande familia
Na cabana mais humilde
Sanidade e loucura a linha tênue subiu
Humilhações perduram para chegar à frente
A história de quando eu era criança que minha mãe me contou
Há tantos que afirmam
O que eles não podem fazer
E outros morrem de sede só de ver como chove
No buraco mais escuro da psique hoje me encontro
Solitário por dentro, morto em pensamentos negros
Quase para encontrar calma nos braços do desespero
Ao dominar esses ódios depois que eles abriram meu couro
A raiva alimenta a fúria toda a razão está confusa
Poças insignificantes onde a grandeza afunda
Meu peito é dividido por uma chaguala
Que atravessa garganta e umbigo
Mas as ervas daninhas não morrem tão facilmente
Porque uma dor que sempre levarei comigo
Deixe a terra me engolir
Se seu rosto eu não posso mais ver
Se eu não conseguir uma língua entre meus dentes
Muito grande para lamber suas feridas
E deixe a terra me engolir se eu não puder mais ver seu rosto
Se eu não conseguir uma língua entre meus dentes
Muito grande para lamber suas feridas