395px

Nossas Quatro Verdades

Serge Reggiani

Nos quatre vérités

C'étaient nos quatre vérités
C'était le temps de la sérénité
C'était l'hiver c'était l'été
C'était se taire c'était chanter
Chanter
Après des lunes à contre-miel
Et des éclipses et des matins cruels
On se trouvait encore fidèles
Du bon côté de l'arc-en-ciel
Enfin !
Ce chagrin était le dernier
Nos deux mains se réconciliaient
Et demain nous appartenait
Partis comme à vingt ans
Pour longtemps

C'étaient nos quatre vérités :
Je t'ai aimée, tu n'as aimé que moi
Je t'aimerai, tu m'aimeras
Et je les compte sur mes doigts
Comme ça

La marguerite est effeuillée
Tous les mensonges sont déshabillés
Restent ces mots écrits en bleu
Sur le drapeau des gens heureux
Heureux
Un amour sorti de prison
Qui fait fondre les horizons
Simplement parce qu'il a raison :
Aragon, Eluard
Ou Ronsard

Avec nos quatre vérités
Avec le temps de la sérénité
Il nous reste à franchir des portes
On connaît ça, alors qu'importe !
Qu'importe !
On fait partie des quelques uns
Qui ont conquis des lignes de leur main
Lignes effacées lignes brisées
Lignes de chance retrouvée
Enfin !
Quand je parle de toi et moi
Un seul mot me franchit la voix
Et l'écho le dit quatre fois
Vérité... Vérité... Vérité...
Vérité !

Nossas Quatro Verdades

Eram nossas quatro verdades
Era o tempo da serenidade
Era inverno, era verão
Era calar, era cantar
Cantar
Depois de luas a contramão
E eclipses e manhãs cruéis
Ainda nos encontrávamos fiéis
Do bom lado do arco-íris
Finalmente!
Essa dor era a última
Nossas duas mãos se reconciliavam
E amanhã nos pertencia
Partimos como aos vinte anos
Por muito tempo

Eram nossas quatro verdades:
Eu te amei, você só amou a mim
Eu te amarei, você me amará
E eu conto nos meus dedos
Assim

A margarida está despedaçada
Todas as mentiras estão despidas
Restam essas palavras escritas em azul
Sobre a bandeira dos felizes
Felizes
Um amor saído da prisão
Que derrete os horizontes
Simplesmente porque tem razão:
Aragon, Eluard
Ou Ronsard

Com nossas quatro verdades
Com o tempo da serenidade
Nos resta atravessar portas
Nós conhecemos isso, então que importa!
Que importa!
Fazemos parte dos poucos
Que conquistaram linhas com suas mãos
Linhas apagadas, linhas quebradas
Linhas de sorte recuperada
Finalmente!
Quando falo de você e eu
Uma única palavra me atravessa a voz
E o eco diz quatro vezes
Verdade... Verdade... Verdade...
Verdade!

Composição: R. Bernard