Pancho y Arturo
Les contaré otra historia
De venganza
De tantas que hay
Otra vez le amargaron la vida
A una familia en Culiacán
Dice el dicho que la venganza
No tiene fecha de vencimiento
Y este es el corrido de mi carnal
Pancho me gritó fuerte
Pero no alcance a reaccionar
Y las balas entraron
Por la ventana del carro de atrás
Quise abrir la puerta
Pero se me atoro el cinturón
Ni la pistola alcance
Pa' acabarla de chingar
Pancho corrió a la banqueta
Tirándoles con la Glock
Se escondió atrás de una camioneta
Pero vacío el cargador
Y de lejos miro como las balas
Atravesaron el carro
Y mi cuerpo rebotaba sin control
Pancho juro vengarme aquel día
Ya han pasado 10 años
Y aún sigue abierta esa herida
Pero el día 9 de enero
Le volvió la sonría
(Uuytu jujua, así nomás compa)
Pancho se enteró que Arturo
Salío libre del penal
Y que lo echaron del otro lado
Dicen que en Tijuana esta
Quiere recibirlo en persona
Como se merece
Y recordarle lo que me hizo
Allá por Culiacán
Arturo creció en las calles
Solo sin mamá y papá
Entre las drogas y los maleantes
¿Dónde creen que iba a parar?
¿Ustedes creen que iba a perdonarme?
Si no tuvo madre
Aquí se echó a la bolsa unos pesos
Para irme a matar
Mucho gusto soy Francisco
Y te ofrezco mi perdón
Hace 10 años hiciste algo
Y siempre te guarde rencor
Tu asesinaste a mi hermano
Y tal vez ni te acuerdes
Yo si te perdono
Pero mi 45 no
Arturo pelo los ojos, confundido
Y antes de abrir la boca
Le atravesó la cara un tiro
Ya mi alma está descansando
Gracias a Panchito
Pancho e Arturo
Vou contar outra história
De vingança
Das muitas que existem
Mais uma vez amargaram a vida
De uma família em Culiacán
Diz o ditado que a vingança
Não tem data de validade
E este é o corrido do meu irmão
Pancho gritou para mim alto
Mas não consegui reagir
E as balas entraram
Pela janela do carro de trás
Tentei abrir a porta
Mas o cinto de segurança ficou preso
Não consegui alcançar a arma
Para piorar a situação
Pancho correu para a calçada
Atirando com a Glock
Se escondeu atrás de uma caminhonete
Mas esvaziou o carregador
E de longe viu as balas
Atravessarem o carro
E meu corpo batendo sem controle
Pancho jurou vingar-se naquele dia
Já se passaram 10 anos
E essa ferida ainda está aberta
Mas no dia 9 de janeiro
O sorriso voltou a ele
(Uuytu jujua, assim mesmo, parceiro)
Pancho descobriu que Arturo
Saiu livre da prisão
E que ele foi expulso para o outro lado
Dizem que ele está em Tijuana
Quer recebê-lo pessoalmente
Como ele merece
E lembrá-lo do que ele me fez
Lá em Culiacán
Arturo cresceu nas ruas
Sozinho, sem mãe e pai
Entre as drogas e os criminosos
Onde vocês acham que ele iria parar?
Vocês acham que ele iria me perdoar?
Se ele não teve mãe
Ele juntou alguns pesos aqui
Para vir me matar
Muito prazer, sou Francisco
E ofereço meu perdão a você
Há 10 anos você fez algo
E sempre guardei rancor de você
Você assassinou meu irmão
E talvez nem se lembre
Eu te perdoo
Mas minha .45 não
Arturo abriu os olhos, confuso
E antes de abrir a boca
Um tiro atravessou seu rosto
Agora minha alma está descansando
Graças a Panchito