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A Bela

Rei Lagarto

La Belle

I love your kiss, the one that steals away
My breath and drives me mad
Where eternity becomes an exhausted glass
Our bodies empty shells full of light

No phones, no friends, no fights
No obligations
No sounds, no sins, no lights
No destination

Sweet oblivion, all that we are is liquid
Hurled along spiraling tongues and pale skin
And the taste of your mouth, warm and fresh
Kissing you is like a vacation at the beach

Unfolded like collapsed sheets
All disclosed arms and palms and knees
Rounded snow banks of shoulders
Stretching forth down to the hips

No phones, no friends, no fights
No obligations
No sounds, no sins, no lights
No destination

Down to dreams of delicate skin
Gentle corners, long shapes folded
Into rolling curves, cups of light and shade
To trap our tenderness, to draw the night in.

A Bela

Eu amo seu beijo, aquele que rouba
Meu fôlego e me deixa pirado
Onde a eternidade se torna um copo vazio
Nossos corpos, conchas vazias cheias de luz

Sem celulares, sem amigos, sem brigas
Sem obrigações
Sem sons, sem pecados, sem luzes
Sem destino

Doce esquecimento, tudo que somos é líquido
Arremessados por línguas espiraladas e pele pálida
E o gosto da sua boca, quente e fresca
Te beijar é como férias na praia

Desdobrados como lençóis amassados
Todos os braços e palmas e joelhos expostos
Montes arredondados de ombros
Se estendendo até os quadris

Sem celulares, sem amigos, sem brigas
Sem obrigações
Sem sons, sem pecados, sem luzes
Sem destino

Descendo para sonhos de pele delicada
Cantinhos suaves, formas longas dobradas
Em curvas rolantes, copos de luz e sombra
Para capturar nossa ternura, para trazer a noite.

Composição: Coré Valente / Yon Berry