395px

Velho Criança

Reinhard Mey

Altes Kind

Ich hatte mir doch ganz fest vorgenommen,
„Sitz still" und „die Ellenbogen vom Tisch"
Würde mir nicht über die Lippen kommen.
Daß ich mich doch dabei erwisch'!
„Mach die Tür zu, ohne sie zuzuschlagen"
„Sieh auf die Uhr!", „Du hast den Bus verpaßt!"
„Muß ich denn immer alles dreimal sagen?"
Wie hab ich diesen Spruch als Kind gehaßt!

Schade, daß wir nicht zusammengehen
Können. Schade, daß da die Jahre zwischen uns sind.
Dabei kann ich dich so gut verstehen,
Ich bin doch selber nur ein altes Kind.

Hab' ich denn ganz jeden Vergleich verloren?
Was ist das für 'ne Tugend: Pünktlichkeit?
Was ist denn ein Heft ohne Eselsohren
Gegen Güte und Friedfertigkeit,
Den Mut, den Witz, das Aufstehn für den Schwachen?
Ich habe viel über uns nachgedacht, -
Ich wollte alles nur ganz richtig machen
Und hab' doch alles falsch gemacht!

Schade, daß wir nicht zusammengehen
Können. Schade, daß da die Jahre zwischen uns sind.
Dabei kann ich dich so gut verstehen,
Ich bin doch selber nur ein altes Kind.

Ich versuch', dir ein Vorbild vorzuleben
Und bin doch selber unsicher und schwach.
Ich versuch', dir die Antworten zu geben
Und such' selbst immer noch danach!
Und wenn ich so meine Erfahrungen siebe,
Seh ich, daß ich nicht sehr viel weiß, mein Kind,
Daß nur diese Erkenntnis und die Liebe
Die Pfeiler meiner ganzen Weisheit sind.

Ich bin Vergangenheit und du bist Morgen,
Machst deinen Weg, ich zweifle nicht daran,
Wenn nicht in Weisheit, so in Liebe geborgen.
Und ich mach' mit Liebe alles falsch, so gut ich kann.
Schade, daß wir nicht zusammengehen
Können. Schade, daß da die Jahre zwischen uns sind.
Dabei kann ich dich so gut verstehen,
Ich bin doch selber nur ein altes Kind.

Velho Criança

Eu tinha me prometido firme,
"Fica quieto" e "não coloca o cotovelo na mesa"
Não ia sair da minha boca.
Mas acabei me pegando nisso!
"Fecha a porta, sem bater com força"
"Olha a hora!", "Você perdeu o ônibus!"
"Preciso sempre repetir tudo três vezes?"
Como eu odiava essa frase quando era criança!

É uma pena que não possamos andar juntos
É uma pena que os anos estejam entre nós.
Mas eu consigo te entender tão bem,
Eu sou só uma velha criança.

Eu perdi toda comparação?
Que virtude é essa: pontualidade?
O que é um caderno sem orelhas
Perante a bondade e a paz,
A coragem, a esperteza, levantar-se pelo fraco?
Eu pensei muito sobre nós, -
Queria fazer tudo certinho
E acabei fazendo tudo errado!

É uma pena que não possamos andar juntos
É uma pena que os anos estejam entre nós.
Mas eu consigo te entender tão bem,
Eu sou só uma velha criança.

Eu tento te dar um exemplo a seguir
E sou eu quem está inseguro e fraco.
Eu tento te dar as respostas
E ainda estou buscando por elas!
E quando filtro minhas experiências,
Vejo que não sei muito, meu filho,
Que só esse conhecimento e o amor
São os pilares de toda a minha sabedoria.

Eu sou o passado e você é o amanhã,
Seguindo seu caminho, não duvido disso,
Se não em sabedoria, então em amor guardado.
E eu faço tudo errado com amor, o melhor que posso.
É uma pena que não possamos andar juntos
É uma pena que os anos estejam entre nós.
Mas eu consigo te entender tão bem,
Eu sou só uma velha criança.