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Tudo isso eu era sem você

Reinhard Mey

Das alles war ich ohne dich

Nichts als ein Nebel in der Nacht
Nichts als ein ausgebranntes Licht
Nichts als ein bleicher Wintermorgen
Eine Hoffnung, die zerbricht
Als eine ausgelesne Zeitung
Auf einer Bank im Autobus
Ein Spiel mit einundreißig Karten
Eine Geschichte ohne Schluss
Nichts als die dürren grauen Blumen
Die eigentlich nur aus Versehn
Mit trocknen Wurzeln im Asphalt
Am Rand der Autostraßen stehn
Das alles war ich ohne dich
Das alles war ich ohne dich

Nur ein zerrissenes Gedicht
Ein Lied, das ungehört verklingt
Nur ein zu leis gesprochenes Wort
Nur eine Saite, die zerspringt
Ein Kinderhandschuh, irgendwo
Auf einen Gartenzaun gesteckt
Zwei Namen, eingeritzt im Stamm
Von Efeuranken überdeckt
Ein Foto, mit der Zeit vergilbt
Ein Brief, der ohne Antwort bleibt
Ein Zettel, achtlos fortgeworfen
Den der Wind vorübertreibt
Das alles war ich ohne dich

Ein tiefer Schlaf in müden Augen
Friede nach der letzten Schlacht
Ein neuer Tag in hellem Licht
Nach einer bangen dunklen Nacht
Junges Gras auf verbrannter Erde
Regen auf verdörrtes Land
Die Freude, die die Kehle schnürt
Wie eine unsichtbare Hand
Ein liebevoll gedeckter Tisch
Der Duft von Tannenholz im Herd
Am Haustor der verlorne Sohn
Der aus der Fremde wiederkehrt
Du sagst, all das bin ich für dich

Tudo isso eu era sem você

Nada além de uma névoa na noite
Nada além de uma luz que se apagou
Nada além de uma manhã de inverno pálida
Uma esperança que se despedaça
Como um jornal já lido
Em um banco do ônibus
Um jogo com trinta e uma cartas
Uma história sem fim
Nada além das flores secas e cinzentas
Que na verdade só estão ali por descuido
Com raízes secas no asfalto
À beira das rodovias
Tudo isso eu era sem você
Tudo isso eu era sem você

Apenas um poema rasgado
Uma canção que ecoa sem ser ouvida
Apenas uma palavra sussurrada
Apenas uma corda que se parte
Uma luva de criança, em algum lugar
Pendurada em uma cerca de jardim
Dois nomes, gravados na árvore
Cobertos por trepadeiras de hera
Uma foto, que com o tempo amarelou
Uma carta que ficou sem resposta
Um bilhete, jogado sem cuidado
Que o vento leva embora
Tudo isso eu era sem você

Um sono profundo em olhos cansados
Paz após a última batalha
Um novo dia em luz radiante
Após uma noite escura e angustiante
Grama jovem em terra queimada
Chuva em solo ressecado
A alegria que aperta a garganta
Como uma mão invisível
Uma mesa carinhosamente posta
O cheiro de madeira de pinho na lareira
Na porta de casa, o filho pródigo
Que retorna da distância
Você diz que tudo isso sou eu para você