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Jogo de Angola

Renata Jambeiro

Letra

    No tempo me que o negro chegava fechado em gaiola
    Nasceu no brasil quilombo e quilombola
    E todo dia negro fugia juntando a corriola
    De estalo de açoite, de ponta de faca e zunido de bala
    Negro voltava pra argola no meio da senzala
    E ao som do tambor primitivo: Berimbau, maraca e viola
    Negro gritava: “abre alas”
    Vai ter jogo de angola

    Perna de brigá, camará
    Perna de brigá, olê
    Ferro de furá, camará
    Ferro de furá, olê
    Arma de atirá, camará
    Arma de atirá, olê

    Dança guerreira, corpo do negro é de mola
    Na capoeira negro embola e desembola
    E a dança que era uma festa pros deuses da guerra
    Virou a principal defesa pro negro na guerra
    Pelo que se chamou libertação
    E por toda força, coragem e rebeldia
    Louvado será todo dia, este povo cantar
    E lembrar o jogo de angola, na escravidão do brasil

    Composição: Mauro Duarte / Paulo César Pinheiro. Essa informação está errada? Nos avise.

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