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A Lenda Das Guitarras

Renato Fagundes

Letra

    Quando o som dessas guitarras
    Ecoam pelas varandas
    Convidando a natureza
    Para brincar de ciranda

    Até a noite se agasalha
    Com o breu do céu a envolvê-la
    Só pra ver os vagalumes
    Dançando com as estrelas

    Então, a fauna noturna
    Queda, se mansa e escuta
    A comunhão dos sentidos
    Em sonora recoluta

    As vezes um grilo enquieto
    Sai arrastando as esporas
    Num contracanto atrevido
    Que se perde noite afora

    No partidor dos recuerdos
    Um sonho sempre se alonga
    E cruza a cancha da noite
    No lombo de uma milonga

    E cruza a cancha da noite
    No lombo de uma milonga
    No partidor dos recuerdos
    Um sonho sempre se alonga

    Quem ouve essas liras bugras
    Sentindo o pampa nas veias
    Bem logo, ententende o mistério
    Que hay no canto da sereia

    Há quem diga que foi Vênus
    Um dia louca de amor
    Transformou-se em guitarra
    Nos braços de um payador

    Vais ver que os tempos do sono
    Transando a calma e o espaço
    São frutos do encantamento
    Dessa deusa de um só braço

    Até a brisa se enfeitiça
    Depois que embala as flexilhas
    Levando o som dessas liras
    Pra o ballet das massanilhas

    Levando o som dessas liras
    Pra o ballet das massanilhas

    Composição: Doroteo Fagundes / Jaime Brum Carlos. Essa informação está errada? Nos avise.

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