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Aria de Arrependimento

Renato Zero

Aria di pentimenti

Voglia di ripulirsi
Desiderio di espiare
Tutti santi tutti onesti e già.
Trasparenze ritrovate
Esistenze deodorate
In un bagno di verginità
Che brava gente è questa qua.
Aria di pentimenti
bell'esempio complimenti
le apparenze sono salve, sì.
Una mano di vernice
Sostituire una cornice
Gratta gratta il marcio è ancora la
Pentirti non ti servirà.
Quanti misteri insoluti
E quanta miseria che c'è
A rattoppare quei buchi
Toccherà ancora a te.
Le tasche piene di niente
Eppure la vita è con noi
Lascia si abbuffi il signore
Vedrai che conto, vedrai.
Anime labili
Mani talmente infallibili
Eccoli guardali
Ubriachi di petrolio
Che annusano utopie
Che spingono persino i loro figli
Verso il buio delle idee.
Hai voglia di cambiare
Paese nome identità
La voce del rimorso
Può seguirti fino all'aldilà.
Corse al confessionale
Tutti a farsi benedire,
storie rigenerate qui.
E' il giorno del giudizio
Liberarsi di ogni vizio,
non si può vivere così
tutti d'accordo adesso sì.
(orchestra)

Languisci, gemi, contorciti
Vittime ancora noi,
meglio sarebbe saldare il tuo conto lo sai.
Lacrime facili
Uomini a un tratto patetici
Strisciano tremano
Evviva l'ignoranza
Se siete giunti fino a qui
noi certo neanche noi siamo perfetti
ma almeno onesto, questo si.
Vi abbiamo avuti accanto
Disseminati per la via,
speriamo si alzi un generoso vento
e che vi spazzi tutti via

Aria de Arrependimento

Vontade de se limpar
Desejo de expiar
Todos santos, todos honestos, já.
Transparências reencontradas
Existências desodorizadas
Num banho de virgindade
Que gente boa é essa aqui.
Aria de arrependimento
Belo exemplo, parabéns
As aparências estão salvas, sim.
Uma mão de tinta
Substituir uma moldura
Raspa, raspa, o podre ainda tá lá
Se arrepender não vai te ajudar.
Quantos mistérios não resolvidos
E quanta miséria que há
Pra remendar esses buracos
Vai ser você de novo, tá.
Os bolsos cheios de nada
E mesmo assim a vida tá com a gente
Deixa o senhor se empanturrar
Você vai ver a conta, vai ver.
Almas frágeis
Mãos tão infalíveis
Olha eles, olha
Bêbados de petróleo
Que cheiram utopias
Que empurram até seus filhos
Pro escuro das ideias.
Você tem vontade de mudar
País, nome, identidade
A voz do remorso
Pode te seguir até o além.
Corridas pro confessionário
Todo mundo pra se benzer,
histórias regeneradas aqui.
É o dia do juízo
Se livrar de todo vício,
não dá pra viver assim
Todo mundo concorda, agora sim.
(orquestra)

Morrendo, gemendo, se contorcendo
Vítimas ainda somos nós,
melhor seria acertar suas contas, você sabe.
Lágrimas fáceis
Homens de repente patéticos
Se arrastam, tremem
Viva a ignorância
Se vocês chegaram até aqui
nós também não somos perfeitos
mas pelo menos honestos, isso sim.
Nós tivemos vocês ao lado
Dispersos pelo caminho,
esperamos que um vento generoso
leve todos vocês embora.

Composição: