Nafta
Non ho dormito e vado via innocente
L'alba spia sulla ghiaia i passi miei
Come i primi mia madre lei
E lascio tutto come sta alla sua immobilità
Hai la maglia non ce l'hai
Chi è al telefono? Che fai?
Sempre gnocchi il giovedì
Se stai al cesso tutti li
Ma io no
Non si può respirare su misura
Soffocare in quattro mura…
L'autostrada corre là
Non so neanche dove va
Sa di nafta la mia libertà
Non sarà né Mercedes né una Porsche
Camionista ferma dai
Che un sacco in più sul tuo carico avrai
Di sudore e Gauloises
Di mignotte state qua
E di vino la tua branda sa
E sarà una foto di playboy
O la vergine Maria
A indicarti la via.
Uno scossone e salto giù
Dove siamo io non so
Più forse ho sognato forse no
Probabilmente andiamo al nord
È li che porto questa faccia mia
Camionista il pieno e via!
L'autostrada corre la
E quanta vita smisterà
Divora asfalto giorni e umanità
Girerà anche la fortuna mia
Camionista ferma
Che se lei ci sta sento che cambierà.
Clandestina come me
Morde il fango e sputa via
Questa nafta che non va più via
Anche lei stessa rabbia di città
Anche lei si fermerà buona fortuna a te …
Amico io scendo qua
Nafta
Não dormi e vou embora inocente
A aurora espia na areia os meus passos
Como os primeiros, minha mãe é ela
E deixo tudo como está na sua imobilidade
Você tem a camisa ou não tem?
Quem está no telefone? O que você faz?
Sempre gnocchi na quinta-feira
Se você está no banheiro, todos eles
Mas eu não
Não dá pra respirar sob medida
Sufocar em quatro paredes...
A estrada corre lá
Não sei nem pra onde vai
Tem cheiro de nafta a minha liberdade
Não vai ser nem Mercedes nem Porsche
Caminhoneiro, para aí
Que um saco a mais na sua carga você terá
De suor e Gauloises
De prostitutas, fiquem aqui
E de vinho, sua cama sabe
E será uma foto de playboy
Ou a virgem Maria
Te indicando o caminho.
Um tremor e eu pulo fora
Onde estamos, eu não sei
Talvez eu tenha sonhado, talvez não
Provavelmente estamos indo pro norte
É lá que levo essa minha cara
Caminhoneiro, enche o tanque e vambora!
A estrada corre lá
E quanta vida vai distribuir
Devora asfalto, dias e humanidade
A sorte também vai girar pra mim
Caminhoneiro, para
Que se ela estiver a fim, sinto que vai mudar.
Clandestina como eu
Morde a lama e cospe fora
Essa nafta que não vai embora
Ela também é raiva da cidade
Ela também vai parar, boa sorte pra você...
Amigo, eu desço aqui.