Niente
Niente non ci sorprende più,
La mente si difende, il cuore si arrende,
Non lasciarmi almeno tu.
Niente ormai, padroni di niente,
Ci siamo ma non sappiamo chi siamo!
Niente, la malinconia…
Il rombo di un motore, vivere per errore,
Trascinati per la via.
Niente trucco, facciamo finta di niente,
Con niente : anche l'amore è impotente!
Niente, eppure il cielo è blu
Ma non vediamo niente perché a testa bassa noi,
Guardiamo giù.
Forse… Mondo, non hai più risorse ?
O forse, siamo soltanto comparse ?
Lentamente andiamo,
Estranei noi sembriamo,
Noi confusi tra la gente.
Le voglie mie, le ansie tue
Travolte dalla corrente!
Che farò, che farai,
Che cosa faremo noi ?
Non si può stare qui
E dire sempre di si.
Questa città seducente
Apre le gambe e ci sta…
Ma questa folle avventura,
Per quanto durerà…
Niente abita con noi,
Nel traffico invadente, nell'aria pesante
Nei pensieri detti mai…
Prova a stare ancora al mio fianco,
A dirmi " Coraggio " se sarò stanco!
Pane e anfetamine,
Squallide dottrine,
E chi dice, andate avanti,
Non lo sa come si sta
Quando non tornano i conti.
Che farò, che farai,
Che fine faremo noi.
Non si può stare qui
E dire sempre di si,
Alla follia che ci assale
Chi arriverà primo vivrà…
E caso mai ti andrà male…Il niente basterà
Nada
Nada mais nos surpreende,
A mente se defende, o coração se rende,
Não me deixe, pelo menos você.
Nada agora, senhores de nada,
Estamos aqui, mas não sabemos quem somos!
Nada, a melancolia…
O barulho de um motor, viver por erro,
Arrastados pela rua.
Nada de truque, vamos fingir que nada,
Com nada: até o amor é impotente!
Nada, e ainda assim o céu é azul
Mas não vemos nada porque de cabeça baixa nós,
Olhamos pra baixo.
Talvez… Mundo, você não tem mais recursos?
Ou talvez, somos apenas figurantes?
Lentamente vamos,
Estranhos nós parecemos,
Nós confusos entre a gente.
Meus desejos, suas ansiedades
Arrastados pela corrente!
O que farei, o que farás,
O que faremos nós?
Não dá pra ficar aqui
E sempre dizer sim.
Essa cidade sedutora
Abre as pernas e nos aceita…
Mas essa louca aventura,
Por quanto tempo vai durar…
Nada habita conosco,
No trânsito invasivo, no ar pesado
Nos pensamentos que nunca foram ditos…
Tente ficar ainda ao meu lado,
Me dizer "Coragem" se eu estiver cansado!
Pão e anfetaminas,
Doutrinas medíocres,
E quem diz, sigam em frente,
Não sabe como é
Quando as contas não fecham.
O que farei, o que farás,
Que fim teremos nós.
Não dá pra ficar aqui
E sempre dizer sim,
À loucura que nos ataca
Quem chegar primeiro viverá…
E se por acaso der errado… O nada será suficiente.