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Promessa

Renato Zero

Promessa

Ero una promessa.
Speranza, io.
Dietro ogni ambizione,
il nome mio.
E lentamente crescevo.
A stare in piedi io, imparavo.
E grazie ai mille consigli…
L'errore divenne virtù.
Ti ringrazio madre,
per quando eri là.
Avrei, altrimenti vinto,
sui miei timori chissà!
Padre! In silenzio ti amavo.
La voce ed i gesti tuoi, imitavo.
Da te, la fede e il coraggio.
Mio vecchio amico! Infallibile e saggio!
Perché, vi siete arresi. Io non saprei…
Se ogni traguardo era per voi!
Se non ho più la vostra complicità.
Lottare… a cosa servirà?
Il tempo, faccia pure il mestiere suo
se tempo, poi ne resterà.
Purché, ci trovi ancora insieme.
Insieme. Nel sorriso e nella nostalgia!
Come si cambia, però.
Non so scordarmi di voi.
Che farei, solo!
Non sarò, mai così forte.
L'ultimo abbraccio, e poi… la morte!
Mi lascerete ai miei sbagli,
Sarò anch'io così grande, con i miei figli?
Perché vi siete arresi io non saprei.
La scuola non finisce mai!
Esami, quanti esami io mollerei.
Urlate ancora: ce la fai!
Vorrei che un giorno, foste fieri di me.
Se mai quel giorno arriverà.
Per ripagarvi dell'attesa,
troppe rinunce, ed amarezze, io lo so!
Come si cambia però,
io ancora qui tornerò.
Che farei…

Promessa

Eu era uma promessa.
Esperança, eu.
Por trás de cada ambição,
está meu nome.
E lentamente eu crescia.
Aprendia a ficar de pé.
E graças aos mil conselhos…
o erro se tornou virtude.
Te agradeço, mãe,
pelo tempo que você esteve lá.
Eu teria, de outra forma, vencido,
meus medos, quem sabe!
Pai! Em silêncio eu te amava.
A voz e os gestos seus, eu imitava.
De você, a fé e a coragem.
Meu velho amigo! Infallível e sábio!
Por que vocês se renderam? Eu não saberia…
Se cada conquista era por vocês!
Se não tenho mais a cumplicidade de vocês.
Lutar… pra que vai servir?
O tempo, que faça seu trabalho
se tempo, depois, sobrar.
Contanto que, ainda nos encontre juntos.
Juntos. No sorriso e na nostalgia!
Como as coisas mudam, porém.
Não consigo esquecer de vocês.
O que eu faria, sozinho!
Nunca serei tão forte.
O último abraço, e então… a morte!
Vocês me deixarão com meus erros,
Serei eu tão grande, com meus filhos?
Por que vocês se renderam, eu não saberia.
A escola nunca acaba!
Provas, quantas provas eu deixaria.
Gritem de novo: você consegue!
Queria que um dia, vocês se orgulhassem de mim.
Se algum dia esse dia chegar.
Pra retribuir a espera,
tantas renúncias e amarguras, eu sei!
Como as coisas mudam, porém,
eu ainda aqui voltarei.
O que eu faria…

Composição: