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Estrangeiros

Renato Zero

Stranieri

Morire qui in città…
Davvero costa niente!
Apparente vita che
Un finto abbraccio è.
E l'allegria va via,
Dai volti della gente.
Nel fumo grigio tu,
Non ti distingui più.
Che occhi grandi hai!
Ma il sole han visto mai?
Lo so ti perderò…
Con l'ultimo metrò.
Sorpassami anche tu!
Almeno tu… Arrivassi!
O magari tornerai…
Ai vecchi occhi tuoi.
E' assurdo stare qua…
Assurdo è regalarti…
A questa tua città,
Che muore e non lo sa.
Che mani grandi hai!
Cosa stringono mai?
Il rumore di città,
Il pianto tuo soffocherà.
Ed io ti perderò…Ancora!!!
Vicoli ciechi,
Il pane per pochi,
Di violenza finché ne vuoi.
Un cielo sconfitto,
Una preghiera in affitto…
E sogni sfrattati,
Di giorni ormai segnati…
Non sembra vero…
Ma qui, non siamo più al sicuro!
Malata di cancro, la poesia.
L'asfalto è rovente…
La noia sempre più invadente…
E noi, più soli, più stranieri che mai! Che cosa siamo noi.
Le luci di città…
Inutile richiamo.
Sciocca curiosità,
Drogata fantasia…
Ignara è la città…
Ma c'è chi fa l'amore!
L'amore è ancora qua…
L'amore è qui in città,
E non s'arrenderà… l'amore!

Estrangeiros

Morrer aqui na cidade…
Realmente não custa nada!
Vida aparente que
Um abraço falso é.
E a alegria vai embora,
Dos rostos da galera.
No fumo cinza você,
Não se distingue mais.
Que olhos grandes você tem!
Mas o sol já viu alguma vez?
Eu sei que vou te perder…
Com o último metrô.
Me ultrapassa também!
Pelo menos você… Chegasse!
Ou talvez você volte…
Para os seus velhos olhos.
É absurdo estar aqui…
Absurdo é te entregar…
A essa sua cidade,
Que morre e não sabe.
Que mãos grandes você tem!
O que elas seguram afinal?
O barulho da cidade,
Seu choro vai sufocar.
E eu vou te perder… De novo!!!
Ruas sem saída,
O pão para poucos,
De violência até onde você quiser.
Um céu derrotado,
Uma oração alugada…
E sonhos despejados,
De dias já marcados…
Não parece verdade…
Mas aqui, não estamos mais seguros!
Doente de câncer, a poesia.
O asfalto está quente…
O tédio cada vez mais invasivo…
E nós, mais sozinhos, mais estrangeiros do que nunca! O que somos nós.
As luzes da cidade…
Chamado inútil.
Curiosidade boba,
Fantasia drogada…
A cidade é ignorante…
Mas tem quem faça amor!
O amor ainda está aqui…
O amor está na cidade,
E não vai se render… o amor!

Composição: