395px

Acordem, Poetas

Renato Zero

Svegliatevi Poeti

Svegliatevi, poeti
Spegnete la TV
Vi hanno abbastanza offesi, nessuno qui vi crede più
Se tutta quella splendida sincerità, sfuma

E se poi l'ironia con la volgarità, non fa rima
Voi non tacete, non vi rassegnate
Non v'inchinate mai, non vi vendete
Se resterete vivi, solo non sarò, io no!

Il tempo si è concesso
All'ultimo fast-food in nome del progresso
Coca-cola, un Dio sei tu
Eccovi qui

Anche voi in orario
Eccovi qui
Mezze verità
Eccovi qui

Scoloriti e stanchi
Assenti più che mai
Voi prìncipi, voi eroi, voi santi!
Sei già vita pianificata

Omologata e sterile perciò
Trasgenica mania, clonare una poesia
Per non doverla scrivere mai più!
E tu

Respiri a stento
Quel sentimento lo hai respinto ormai
Per essere il bancario che ora sei
Perché poi cancellasti quel tramonto

La voglia di un bicchiere in compagnia
Perché sei sempre il solito scontento, perché?
Io giurerei che c'eri
Forse mi sbaglierò

L'odore dei poeti non credo che lo scorderò
Eccoti qui
Scalzo e spettinato
Modi da re

Grande umanità
Eccoti qui
Che schiaffeggi il mondo
Perché sei ancora tu

Soltanto e solo tu, il verbo!
Sei già
Perfezione assoluta perché poni l'accento dove vuoi
Nell'universo sei

Spettatore attento tu
Perché il pensiero non si perda più
Così
Quando incontri i poeti

Confidagli le pene e i mali tuoi
Tu puoi affidargli l'anima, lo sai
Per tramandare ai figli dei tuoi figli
L'essenza della tua esistenza e poi

Perché un altro poeta si risvegli... E ti svegli

Acordem, Poetas

Acordem, poetas
Desliguem a TV
Já ofenderam vocês o suficiente, ninguém aqui acredita mais
Se toda aquela linda sinceridade, se esvai

E se a ironia com a vulgaridade, não faz rima
Vocês não se calam, não se conformam
Nunca se curvam, nunca se vendem
Se vocês permanecerem vivos, só eu não estarei, eu não!

O tempo se entregou
Ao último fast-food em nome do progresso
Coca-cola, um Deus você é
Aqui estão vocês

Vocês também na hora
Aqui estão vocês
Meias verdades
Aqui estão vocês

Desbotados e cansados
Ausentes mais do que nunca
Vocês príncipes, vocês heróis, vocês santos!
Já é uma vida planejada

Homologada e estéril por isso
Mania transgênica, clonar uma poesia
Para não ter que escrevê-la nunca mais!
E você

Respira com dificuldade
Esse sentimento você já rejeitou
Para ser o bancário que agora é
Por que então apagou aquele pôr do sol?

A vontade de um copo na companhia
Por que você é sempre o mesmo insatisfeito, por quê?
Eu juraria que você estava lá
Talvez eu esteja enganado

O cheiro dos poetas eu não acho que vou esquecer
Aqui está você
Descalço e despenteado
Jeitos de rei

Grande humanidade
Aqui está você
Que esbofeteia o mundo
Porque você ainda é você

Somente e apenas você, o verbo!
Você já é
Perfeição absoluta porque coloca a ênfase onde quer
No universo você é

Espectador atento você
Para que o pensamento não se perca mais
Assim
Quando encontra os poetas

Confie a eles suas dores e males
Você pode confiar a eles sua alma, você sabe
Para transmitir aos filhos dos seus filhos
A essência da sua existência e então

Para que outro poeta acorde... E você acorde

Composição: Renato Zero