Inviernos
¿Qué pensar
De mil mentiras más?
Si cada huella que dejé
Sin rumbo la tracé
Sé muy bien
De donde regresé
Vengo de lugares que
Jamás podré entender
Fui cómplice al amar
Y así también a odiar
Jugando al héroe de Plutón
El tiempo me cobró
Kilómetros que quedan por andar
Salidas que tenemos que encontrar
Más, más y aun más
Ni he vivido tanto y ahogarme en este lago
Por donde mis años se sumergen como esclavos
Más de veinte inviernos y no sé ni adónde voy
Siendo un habitante convertido en navegante
Viendo como el barco en mil pedazos se me parte
Más de treinta inviernos y no sé ni adónde voy
¿Qué precio tendrá aniquilar
Este espeso sentimiento?
¿Dónde está el hogar
De este errante?
¿Dónde?
Siendo un habitante convertido en navegante
Viendo como el barco en mil pedazos se me parte
Más de mil inviernos y no sé ni adónde voy
Y no sé ni adónde, ni adónde voy
Invernos
O que pensar
De mais mil mentiras?
Se cada pegada que eu deixasse
Eu tracei isso sem rumo
eu sei muito bem
De onde eu voltei
Eu venho de lugares que
Eu nunca posso entender
Fui cúmplice no amor
E também odiar
Jogando o herói de Plutão
O tempo me cobrou
Quilômetros restantes para ir
Saídas que temos que encontrar
Mais, mais e ainda mais
Nem vivi tanto tempo e me afoguei neste lago
Onde meus anos afundam como escravos
Mais de vinte invernos e nem sei para onde vou
Ser habitante virou navegador
Vendo como o navio se partiu em mil pedaços
Mais de trinta invernos e nem sei para onde vou
Que preço vai aniquilar
Essa sensação densa?
Onde é casa
Deste andarilho?
Onde?
Ser habitante virou navegador
Vendo como o navio em mil pedaços me quebra
Mais de mil invernos e nem sei para onde vou
E eu não sei para onde ou para onde vou