Napolju
Umoran, bolestan i mnogo ranjiv,
nikakav, ocajan, pomalo sanjiv,
napolju pticice
pale bi nicice,
kad bi me videle.
Polomljen, porazen, pomalo mrtav,
trese me groznica, glas mi je drhtav,
Tramvaji prolaze,
vode nadolaze,
dok me neutope.
Oci u oci sa svojom bedom
ja pravdam sebe i mrzim sve redom,
prica o ljubavi
obicno ugnjavi,
cutim i grize me cir.
A napolju nista vise
osim tople letnje kise,
a napolju lisce susti,
izgleda da mnogo pljusti.
Do Lado de Fora
Cansado, doente e muito vulnerável,
sem valor, desesperado, meio sonhador,
do lado de fora os passarinhos
caem como brotinhos,
quando me veem.
Quebrado, derrotado, meio morto,
me treme a febre, minha voz tá fraca,
os bondes passam,
a água vem e vai,
antes que eu me afogue.
Olhos nos olhos com minha miséria
eu me justifico e odeio a galera,
falam de amor
só me enche o saco,
eu fico em silêncio e a angústia me ataca.
E do lado de fora nada mais
além da chuva quente de verão,
e do lado de fora as folhas secam,
parece que tá chovendo pra caramba.