Ljudi ko ljudi
Oteklih nogu od praznog hoda,
crkveni mis iskustvom bogat,
raspitujem se gde je sloboda,
da li sam covek ili surogat.
Gore je visoko razapeta zica
i ne postoji sigurnosna mreza,
dok po zici hodam znam da nisam ptica,
da se mnogo lako gubi ravnoteza.
Krvi i smrti zedni i gladni,
ljudi ko ljudi urlaju: "Padni!"
Postar zvoni dvaput na tvoja vrata,
nesto je u preporucenoj posiljci,
ubijam ljubav bez rezultata,
stizu ti svi moji oziljci.
Svestan opasnosti sebe opominjem,
covek je stvoren da ispasta,
usamljen plivam po moru sinjem
i vise nisam nizasta.
Krvi i smrti oduvek skloni,
ljudi ko ljudi vicu: "Potoni!"
Zene i ocaj,bolest i smrt,
postajem dosadan sa istom pricom,
srecu sam ispoklanjao,nisam bio skrt,
pateticna melodrama na ivici sa kicom.
A sve je prosto,moze i laik
da sklopi kockice u mozaik,
metak u celo i padnes ko prostac
kad sa zivotom ne smes u kostac.
Krvi i smrti vecito fali,
ljudi ko ljudi urlaju: "Pali!"
Na glavi visak otvora,
linija manjeg otpora,
neopravdani izostanak
iz borbe za opstanak.
Gente como a gente
Pernas cansadas de andar sem rumo,
perfeito o padre, cheio de experiência,
pergunto onde está a liberdade,
será que sou homem ou só uma aparência.
Lá em cima, a corda esticada
e não tem rede de segurança,
quando ando na corda sei que não sou ave,
que é fácil perder a confiança.
Sedentos de sangue e morte,
gente como a gente grita: "Cai!"
O carteiro toca duas vezes na sua porta,
tem algo na carta registrada,
matando o amor sem resultado,
chegam todos os meus ferimentos.
Ciente do perigo, me alerto,
homem foi feito pra sofrer,
sozinho nado no mar profundo
e já não sirvo pra nada.
Sedentos de sangue e morte,
gente como a gente grita: "Afunde!"
Mulheres e desespero, doença e morte,
me torno chato com a mesma história,
ofereci a felicidade, não fui mesquinho,
uma patética melodrama à beira da glória.
E tudo é simples, até um leigo
pode juntar as peças no mosaico,
uma bala na testa e você cai como um otário
quando com a vida não se deve brincar.
Sedentos de sangue e morte, sempre em falta,
gente como a gente grita: "Queime!"
Na cabeça, um excesso de aberturas,
linha de menor resistência,
falta injustificada
na luta pela sobrevivência.