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Cem anos de solidão

Riblja Corba

Sto godina samoce

Osecam se setno,
a ti sa prvom jesenjom kisom
lukavo, spretno i neprimetno
u secanje se uvuces krisom.

A onda oklop sa mene spadne
postanem neraspolozen i tuzan,
noci su kisovite, hladne,
ja bespomocan i razoruzan

Uneses u moju sobu
tugu i teskobu,
muke se ne okoncaju
i prepustim se ocaju

Ne treba mi tamnica,
puna vlage i hladnoce,
moja je soba samica
za sto godina samoce

Vidis da tapkam u mestu
da je sve prazan hod,
srusena kula od karata,
na sprud nasukan brod

Cem anos de solidão

Me sinto melancólico,
mas você, com a primeira chuva do outono,
astuciosamente, habilidoso e imperceptível,
se infiltra na memória como um sussurro.

E então a armadura se despenca de mim,
me torno mal-humorado e triste,
as noites são chuvosas, frias,
e eu, impotente e desarmado.

Você traz para o meu quarto
tristeza e angústia,
as torturas não têm fim
e eu me entrego ao desespero.

Não preciso de uma masmorra,
cheia de umidade e frio,
minha sala é uma cela
por cem anos de solidão.

Você vê que estou patinando no mesmo lugar,
que é tudo um caminho vazio,
uma torre de cartas desmoronada,
um barco encalhado na areia.

Composição: