El Barrio de Mis Andanzas
Vuelvo a la vieja casa en la callejuela
Donde feliz pasé mis primeros días
En la entrada hay un santo con una vela
Mi guitarra y mi cuatro están todavía
En el cuarto la hamaca y los carricochos
Y una carta de amor en viejo papel
Hay uno cuantos discos setenta y ocho
De viejos tangos que cantó Carlos Gardel
El barrio de mis andanzas, donde viví a plenitud
Donde transcurrió mi infancia, mi niñez, mi juventud
Con inquietud y embriagado de añoranza
Regreso con la esperanza de pasar mi senectud
Caminando tropiezo con los recuerdos
Y lo añejo me invade con su fragancia
Hay uno que otro amigo de aquella infancia
Y quien fue mi maestro viejo y enfermo
Aquellos parroquianos y personajes
Los de la idiosincracia del buen Zuliano
Los que hacían más ameno lo cotidiano
Hoy han cumplido su misión y están de viaje
El barrio de mis andanzas, donde viví a plenitud
Donde transcurrió mi infancia, mi niñez, mi juventud
Con inquietud y embriagado de añoranza
Regreso con la esperanza de pasar mi senectud
Esa chiquilla inquieta que fue mi amor
La que grabó en un árbol que me adoraba
La conseguí en el barrio y de la emoción
Una perla de llanto rodó en su cara
Nos abrazamos fuerte con furia loca
Y juntos recordamos los amoríos
Recorrió por mi cuerpo un escalofrío
Pues nuevamente probé la miel de su boca
El barrio de mis andanzas, donde viví a plenitud
Donde transcurrió mi infancia, mi niñez, mi juventud
Con inquietud y embriagado de añoranza
Regreso con la esperanza de pasar mi senectud
A vizinhança das minhas aventuras
Volto para a velha casa no beco
Onde passei felizmente meus primeiros dias
Na entrada tem um santo com uma vela
Minha guitarra e meu cuatro ainda estão
No quarto a rede e os carrinhos
E uma carta de amor em papel velho
Existem alguns registros setenta e oito
Dos tangos antigos que Carlos Gardel cantou
O bairro das minhas aventuras, onde vivi em plenitude
Onde passou minha infância, minha infância, minha juventude
Com inquietação e embriagado de saudade
Volto com a esperança de passar da minha velhice
Caminhando me deparo com memórias
E o velho me invade com seu perfume
Tem um ou outro amigo daquela infância
E quem era meu velho e doente professor
Esses paroquianos e personagens
Aqueles da idiossincrasia do bom Zuliano
Aqueles que tornaram a vida cotidiana mais agradável
Hoje eles completaram sua missão e estão viajando
O bairro das minhas aventuras, onde vivi em plenitude
Onde passou minha infância, minha infância, minha juventude
Com inquietação e embriagado de saudade
Volto com a esperança de passar da minha velhice
Aquela garota inquieta que era meu amor
Aquele que gravou em uma árvore que me adorou
Eu consegui na vizinhança e de excitação
Uma pérola de lágrimas rolou em seu rosto
Nós nos abraçamos com uma fúria louca
E juntos lembramos dos casos de amor
Um arrepio percorreu meu corpo
Bem, novamente eu provei o mel da boca dele
O bairro das minhas aventuras, onde vivi em plenitude
Onde passou minha infância, minha infância, minha juventude
Com inquietação e embriagado de saudade
Volto com a esperança de passar da minha velhice