395px

Canta, Velho, Canta

Ricardo Montaner

Canta Viejo Canta

Me siento a oírte todos los días
Vas a contarme penas, y alegrías
Tus tantos años te han arrugado ya
Y ahora te queda melancolía

Con tu figura tan demacrada ya
Con tus cabellos con tantas canas ya
Con tus heridas, te has resignado ya
Y pasa el tiempo, de mi lado te vas

Por eso canta una canción conmigo
Canta un valsecito añejo, canta
Porque si no el tiempo no te va a alcanzar

Caminemos otro rato
¡Viva!, ¡Viva!, ¡Viva!, tu pasado
Sígueme dando consejos, para mi verdad
(Cuántas vueltas da la vida)

Y de repente cuando al abrir la puerta
Me encuentre junto a una soledad siniestra
Sin tus palabras y tus consejos
Que cuando viejo ya no harán falta

Cuantas vueltas da la vida y pensar que hace
No sé veinte o treinta años
Me llevabas de la mano
Por la placita del barrio

Dándome los primeros consejos
Y hoy, yo un poquito más cansado
Tú más viejo y arrugado
Los dos juntos caminamos
Por la placita del barrio

Pero ahora, ahora todo está cambiado
Mira aquellos niños pequeños
Que ves jugando en la tierra
No son los mismos de entonces

Con los que yo jugaba
Esos son los hijos de mis amigos
Y ahora yo, yo estoy como tú
En aquella época dándole uno de tus consejos
Al mayor de mis dos hijos
Te das cuenta cuántas vueltas da la vida
Por eso, ¡Bravo! Viejo, ¡Viva!

Que supiste de ilusiones
Cuando menos las tenías
Y te graduaste de hombre
Y te graduaste de hombre
En la escuela de la vida

Cuando no tenga más el consuelo
Cuando ya juntos no caminemos
Cuando no quede más que un recuerdo
Y tus pequeños me dirán viejo

Por eso canta una canción conmigo
Canta un valsecito añejo, canta
Porque si no el tiempo no te va a alcanzar

Caminemos otro rato
¡Viva!, ¡Viva!, ¡Viva!, tu pasado
Sígueme dando consejos, para mi verdad
(Cuántas vueltas da la vida)

Canta, Velho, Canta

Me sento pra te ouvir todo dia
Você vai me contar tristezas e alegrias
Tantos anos já te enrugaram
E agora só resta a melancolia

Com sua figura tão magra
Com seus cabelos já tão grisalhos
Com suas feridas, você já se resignou
E o tempo passa, você vai se afastando

Por isso canta uma canção comigo
Canta um valsezinho antigo, canta
Porque senão o tempo não vai te alcançar

Vamos caminhar mais um pouco
Viva!, Viva!, Viva!, seu passado
Continue me dando conselhos, para minha verdade
(Quantas voltas a vida dá)

E de repente, quando ao abrir a porta
Eu me encontrar com uma solidão sinistra
Sem suas palavras e seus conselhos
Que quando velho já não farão falta

Quantas voltas a vida dá e pensar que há
Não sei, vinte ou trinta anos
Você me levava pela mão
Pela pracinha do bairro

Me dando os primeiros conselhos
E hoje, eu um pouco mais cansado
Você mais velho e enrugado
Nós dois juntos caminhamos
Pela pracinha do bairro

Mas agora, agora tudo está mudado
Olha aquelas crianças pequenas
Que você vê brincando na terra
Não são as mesmas de antes

Com quem eu brincava
Esses são os filhos dos meus amigos
E agora eu, eu estou como você
Naquela época, dando um dos seus conselhos
Ao mais velho dos meus dois filhos
Você percebe quantas voltas a vida dá
Por isso, Bravo! Velho, Viva!

Que soube de ilusões
Quando menos as tinha
E se formou como homem
E se formou como homem
Na escola da vida

Quando não tiver mais consolo
Quando já não caminharmos juntos
Quando não restar mais que uma lembrança
E seus pequenos me chamarem de velho

Por isso canta uma canção comigo
Canta um valsezinho antigo, canta
Porque senão o tempo não vai te alcançar

Vamos caminhar mais um pouco
Viva!, Viva!, Viva!, seu passado
Continue me dando conselhos, para minha verdade
(Quantas voltas a vida dá)

Composição: Montaner Ricardo